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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 16 de janeiro de 2018

{Unai}

Surdo prognostica uma nova crise de emprego, uma época adicional de despedimentos

JOSÉ L. Aroca
14/01/2018

 

Nasceu faz 45 anos em {Baracaldo}, junto a Bilbao, filho de pais de Valladolid. Como ele recorda, não se fez abertzale à diferênça de outros companheiros do instituto/liceu, cedo no mundo laboral conheceu a dureza das relações empresa-empregados e canalizou sua vocação ativista até Comisiones Obreras. Secretário-geral em Euskadi desse sindicato desde há oito anos, em Julho passado {Unai} Surdo tornou-se em secretário federal acontecendo a Fernández Toxo.

Uma mudança geracional forte, mais que o tido em Maio passado na Extremadura, e no qual saíram em plenário/pleno da executiva um conjunto/clube de homens e mulheres que superavam ou roçavam a {sesentena}, e que abordam a curto prazo a reforma.

Da mão da nova secretária regional de CCOO, Encarna Chacón, o sindicato ofereceu dias atrás aos jornalistas um encontro em Mérida com {Unai} Surdo, na qual era sua primeira visita à região.

Aquele jovem de Bilbao, com seus primeiros passos laborais no sector da madeira, dirige agora o maior sindicato do país, e admite o desprestígio social dessas formações, que terão que recompor sua legitimidade. Muito perdida por exemplo com a canalhada dos cartões {black} de Caixa Madrid, em cuja batota/logro caíram. Mas somos todos os que temos que voltar a ganhar-nos o respeito, assinala Surdo com medida certa.

Todos, começando pela política, mas seguindo/continuandole muito perto os meios de comunicação e nós seus operários e máximos responsáveis por delegação social, os jornalistas. Esse quadrilátero política-sindicatos-patronal-meios de comunicação essencial para a saúde democrática e de justiça social de um país, que não funciona.

Surdo, que tem um aspeto muito juvenil embora lhe falte já algo de cabelo, fala muito tranquilo, com voz prudente mas demasiado {bajito}, pelo menos nesta ocasião; não vê nada claro o rumo do país. E quem o vê. Prognostica uma nova crise de emprego, uma época adicional de despedimentos massivos, enquanto não mude, que não o fez, o modelo produtivo e económico.

Uma aposta em o sector serviços, com o turismo e a hotelaria como estrelas, de empregos precários, fiados a um boom do consumo na classe média que sim, se produziu --o carro novo tornou-se uma vez mais em motor nuclear--, mas que se faz de novo à custa do endividamento e o crédito num país, Espanha, acostumado a pedir e gastar.

Não existe o diálogo social, recrimina o dirigente sindicalista basco, não há um quadro permanente e fluido entre Governo, trabalhadores e empresários, para pactuar e discutir as grandes linhas sociais, como é o trabalho e os salários, a reorganização da produção, a modernização e competitividade, as pensões, as cotizações sociais, a redistribuição de riqueza que é o único que garante um crescimento social e económico estável e em paz.

No encontro saíram também as inquietudes sociais e familiares como a conciliação da vida social e laboral, e dentro delas a loucura de horários que há em Espanha, face à qual luta como Dom Idealista o economista catalão Ignacio Buqueras, que em suas estadias na Extremadura sempre comentava que o rei Juan Carlos o via muito bem e lhe apoiava muito.

Lamentável resulta como às nove da noite e mais, em nossos centros comerciais urbanos, {echan} por fim a persiana as franquias de confeção, e {lánguidas} e esgotadas raparigas saem finalmente para um encontro apressado e fugaz com seus namorados, igual de stressados. Ordenados de 700, 800 euros, por jornadas muito prolongadas, que não deixam espaço à vida pessoal e familiar. ¿Que projeto de família, e de natalidade, podem construir essas casais?

Em Euskadi por certo existe um microclima laboral que faz com que os grande comércios não abram aos domingos, contava Surdo, enquanto na Extremadura até há pouco tempo o PP e alguns {lobbys} pretendiam alargar ou liberalizar completamente, comprometendo ainda mais a um sector que hoje não necessita abrir a persiana porque está no comércio eletrónico.

{Unai} Surdo vê uma esquerda derrotada, que na sua opinião perdeu a batalha ideológica e política porque não tem posto o trabalho no centro de seu programa. A que com {Tsipras} no poder/conseguir grego claudicou cedo e recebeu um castigo exemplar para a do resto da Europa porque era a vítima perfeita.

* Jornalista

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