+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Um mundo mudado

 

15/05/2020

Espanha cumpre o segundo mês de confinamento. A metade da população segue/continua ainda na fase mais estrita, segura só/sozinho a algumas flexibilização como «alivio», enquanto a outra metade iniciou a {desescalada} com uma timidíssima recuperação da atividade: os trabalhos não essenciais que não podem fazer-se à distância, os pequenos comércios e a restauração com lotações limitadas, etc. O impacto sanitário, económico, social, político e pessoal que temos sofrido, e o que ainda só/sozinho {intuimos}, supera muitos dos conceitos/pontos que {utilizamos} para explicá-lo e nos deixa {faltos} de adjetivos.

Uma das linhas vermelhas desta pandemia a têm marcado os sistemas sanitários. Os mais potentes têm demonstrado que a saúde é um investimento antes que uma despesa. Os que andavam feridos após os machadadas de 2008 têm tido que confiar na entrega de seus profissionais para resolver algumas carências e têm tido que recorrer a despesas extraordinárias.

Uma das linhas verdes desta pandemia foi a responsabilidade individual dos cidadãos, que no caso de Espanha foi bastante exemplar. A imensa maioria da pessoas cumpriu em cada momento as regras que se lhe têm imposto, por dolorosas que fossem, desde/a partir de o confinamento até à falta de contacto com os familiares ou a impossibilidade de despedir adequadamente aos falecidos. Meninos, adultos e maiores/ancianidade têm seguido/continuado as instruções das autoridades embora fossem {renqueantes}. E não falamos de impressões mas de dados. A monitorização da mobilidade o demonstra e a sondagem de pessoas que têm padecido o {covid}-19, só/sozinho o 5%, o avaliza, embora seja uma má notícia para a {desescalada}.

No campo da economia se jogou uma batalha não menor que a sanitária. A agilidade das empresas para organizar o teleestreitamente ou dalgumas indústrias e serviços para reinventar-se lutando contra o vírus ou dando resposta a novas necessidades foi em muitos casos exemplar. Mas também se têm evidenciado algumas lacunas/lagoas: a excessiva dependência do turismo, a falta de transformação digital, os efeitos da {desindustrialización} local, a precariedade e a temporalidade intensiva em determinados sectores ou a economia subterrânea, que deixou a milhares de pessoas sem acesso às ajudas públicas, deixam uma pegada/marca difícil de superar no curto prazo. Os estados foram rápidos em reagir mas lentos em atuar e o foram mais aqueles que chegaram a esta crise com um lastre de dívida pública muito grande, como Espanha.

Possivelmente o aspeto menos exemplar neste mundo mudado pelo coronavirus é a política: têm falhado as lideranças, tem sobrado populismo e a lealdade institucional tem brilhado por sua ausência igual que a transparência ou a coordenação entre os diversos níveis de governo, desde/a partir de a União Europeia até os municípios. Se dentro da tragédia algumas reações dão sinais para a esperança, aqui a mudança foi para mal.