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El Periódico Extremadura | Domingo, 24 de junho de 2018

La último jantar de Iván

Él é um homem de reservado e reservado. Lembrança a pouca luz e o muito verbo

FERNANDO Valbuena
09/06/2018

 

Queria escrever-lhes da {nacencia} da lagarta que é um tema socorrido para quando a política se te {anuda} ao pescoço, te aperta e te deixa sem ar. Os {hunos} e os {hotros}. Queria eu, mas não pôde ser. Ontem, no pequeno-almoço, me assaltaram {sendos} artigos nos jornais locais sobre/em relação a Iván Redondo. {Parejos} os dois. Já sabem, vinho e antes de ir-se esbanjou ocorrências. Nessa altura foi, entre o primeiro gole de café com leite e o segundo bocado de {cachuela}, quando me saltou ao arena o touro e, em tendo touro, há toureiro.

Duas vezes partilhei mesa e toalha com Iván Redondo. La primeira em Mérida e acredito/acho que pagou ele (ou vocês, isso não o posso assegurar). La segunda foi em Badajoz, um par de anos depois, e {pagué} eu. Facto/feito este último que lembrança sem sombra de dúvida. Isso e que foi seu último jantar na Extremadura antes de levantar o voo.

De Iván me falam mau muitos. Os mais sisudos de seus companheiros de governo e os mais {sañudos} dos que tinha enfrente. As maledicências dos primeiros sempre me resultaram mais substanciais que as dos segundos, precisamente por vir de aqueles que vinham. Também é certo que Iván fechou alguns torneiras e que a sede desata as más línguas. As críticas destes últimos também não me surpreendem.

Em ambas dois refeições nos acompanhou José Manuel Gordillo, farol da direita local, e, pelo menos para mim, e sem que me perturbe a amizade, um dos mais vivos analistas políticos extremenhos. ¿Disse um dos mais? Apaguem. Ponham o mais. O mais lúcido. À direita, naturalmente.

La primeira foi num reservado do antigo Gonzalo Valverde. Iván é um homem de reservado e reservado. Lembrança a pouca luz e o muito verbo. Fisicamente se me {asemejaba} a um velho {condiscípulo} meu, já falecido; baixo/sob/debaixo de, reunido de carnes, algo rosáceo de tez e {calvirolo}. Iván me pareceu apaixonado de sua profissão. Se fora viperino diria que me resultou também apaixonado de sim mesmo; mas isso não é certo ou não me o pareceu. La {perorata} foi longa. Sendo basco, como eu, {traté} de aligeirar a densidade da prédica com algumas {chanzas} de índole culinária. {Pinché}. Em geral desconfio do basco que não santifica os panelas. Se calhar Iván não seja basco. Lhe {llamé} jesuíta por {guiputxi}, pelos móveis que lhe enfeitavam a açoteia e por tão {ascético} desprezo dos {chuletones} de a quilo. Não se {inmutó}, seguiu/continuou com seu rolo: os {caucus} de {Iowa} e sua extrapolação à circunscrição eleitoral de Almendralejo. Él não se {inmutó}, eu não me {impresioné}.

Algum tempo depois escrevi uma coluna não {laudatoria} em grau/curso universitário sumo até sua gestão. Segundo meu amigo Gordillo, Iván se o tomou a mau e nalgum ato no qual {coincidimos} fez por não cumprimentar-me. Gordillo, que é minha nuvem, analógica mas nuvem, assim me o recorda. Nem me importou, nem o lembrança.

Quando lhe perdeu as chaves e as eleições a Monago me deu pena. De Iván. Por isso, antes de perderle a pista, quis corresponder a seu convite primeira. Os {vizcaínos} não somos menos que os os naturais de Guipúzcoa. {Cenamos} em {Lugaris}. Os três. Noutro afastado. Essa noite, dia útil, o sala de jantar estava absolutamente vazio. Não parou de falar. Se justificava. Mas nem uma palavra de rancor para ninguém. {Ladino} mas não colérico, voltou a seu {matraca} de sempre. Assim lhe lembrança: lido e {abstraído} na profissão que professa (e que lhe {sorbe} o juízo). E decidido a triunfar. Iván levava essa noite seu destino {herrado} na frente. O ferro do {taimado} vendedor de melões entre toneladas de políticos {obtusos}.

Por volta das doze vinho a procurar-lhe o negro {haiga} oficial. Como a Cenicienta. Brancos lenços ao vento. {Quedé} a sós no cais da despedida com meu irmão Gordillo. E me deu pena. Não o posso evitar, a mim me dá muita pena que os motoristas não jantem com os gerifaltes.

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