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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Tudo continua na mesma

RAQUEL Rodríguez Muñoz
07/03/2020

 

Uma menina e uma mulher segurando um cartaz no qual pedem regressar sãs e salvas a casa. Foi uma imagem muito difundida por ocasião do dia da mulher de 2019. Hoy, um ano depois, continua a ser válida porque, passou um ano mas, ¿que mudou?

O maior/velho barómetro é a opinião da rua, neste caso das mulheres, a sensação de se mudou algo ou tudo continua na mesma, e minha perceção é que ganha a segunda afirmação. Esta ideia se sustenta, sobretudo, no número de assassinatos de mulheres a mãos de seus casais desde que tem começado o ano. Quatorze até ao passado 2 de Março, praticamente uma média/meia de sete ao mês (sete em Janeiro, seis em Fevereiro, uma no que vai de mês). Mulheres e uma menina, a mãos de o seu pai e a isto soma-se que continua tendo violações grupais, novas ‘{manadas}’.

As mulheres seguem/continuam pensando que os poderes do Estado não som ou não querem ser verdadeiramente conscientes do problema. Não atuam com firmeza. Acaba de aprovar-se um anteprojeto de lei sobre/em relação a liberdade sexual, sim, mas tardará mais de um ano em ver a luz. ¿E entretanto?

Entretanto, as mães de filhas menores não duvidam em levá-las a turmas de defesa pessoal, em dizer-lhes que não voltem NUNCA sós a casa, em pedir-los que tenham cuidado com quem estão, que não soltem sua bebida porque lhes podem {echar} algo...

As mães têm medo por suas filhas e as que som vítimas de maltrato, também por elas mesmas, mas muitas não o denunciam. Nenhuma das 14 deste ano, de facto. ¿Porque é que? Se calhar por dependência emotiva ou económica, se calhar por receio de as consequências para elas ou seus filhos, se calhar porque sua sensação é que ninguém lhes vai a ajudar fora de casa.

É necessário atuar já e atuar para dar garantias, para dar-lhe a volta a essa sensação e que a mulher sinta/senta que verdadeiramente é livre para comportar-se como queira de dia ou de noite sem sentir-se julgada ou sem que tenha quem considere que vai procurando algo e que a que é vítima tenha o convencimento de que, se denúncia, o calvário vai a terminar, para ela e para seus filhos.

Para que não tenha futuras maltratadas, assediadas ou agredidas, o principal é a educação, mas desde/a partir de pequenos, não quando som já adolescentes. Tanto/golo se existe como se não existe em casa, tem que dá-la a escola. Para as que sofram qualquer tipo de violência machista ou de género, deve ter saída, todos os apoios, todos os recursos e para o agressor, castigo, real, efetivo, porque ninguém deveria viver eternamente com medo. H*Jornalista.

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