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Os três giros de palácio

Se não fora trágico seria divertido. Mas é tragicómico

 

Os três giros de palácio - MONARCA E {FILHA}

FERNANDO Valbuena
23/05/2020

Pouco/bocado {surfer} para semelhante maremoto. Os {chamanes} não dão {abasto}; vão e vêm carregados de mercadoria avariada pelos jardins de palácio. Médico/ doutor Fausto e {Mefistófeles} passeiam os dois de mãos dadas.

O redemoinho do tempo decidiu que triunfe o ódio. Não {eres} tu. Já não. {Eres} um {pedacito} de turma em luta contra outra. {Eres} um sexo enfrentado a outro. {Eres} de aqui para {abominar} de lá. Eras pedra e te querem {pedrada}. Te têm enredado na batalha do verbo onde nada é verdade, onde nada é mentira. Tudo é propaganda enquanto a verdade sangra, torturada, num quarto escuro. Vinho, {juncal}, a resolver os problemas, e, no fim, a melhor definição de problema é ele.

Mais tarde chegou o terceiro. À caça do galhardete (vermelho e {gualda}), do {cacerolazo} e de tudo o que não se ajoelhe. Algum, vivo e dormido, já lhe tem visto as portas ao paraiso (só/sozinho vermelho). «{Pablito} pregou um {clavito} no {ojito} de seu {vecinito}...» cantam as meninas que jogam à {comba} (e golpeiam caçarolas), enquanto, ele, ao fundo do quadro, vestido de casta e menino pioneiro, centra o tiro. Eu acredito/acho que perdeu o {oremus}. Com apenas trinta esporas andor {cabalgando} um cavalo chamado morte. ¿Se acordam? A cantava Miguel Ríos. E antes Medina Azahara. «É impossível domarlo, desconhece a amizade, é um cavalo na sangue que te rebentará, pelo caminho do cavalo {tendrás} um miragem, quando te {veas} mais livre é quando mais pegado {estás}...»

Mas esta {cópula} termina em morte. Aos incapazes se os vão a merendar os malvados. Quem devesse mandar está tão cego que é incapaz de ver o fogo em que se tem de queimar. Se sabe infinitamente inferior; pouco/bocado mais que um entulho intelectual perante quem tem vindo a devorá-lo. Não é mais que uma marioneta no fantoche da destruição de Espanha. Alguém lhe sussurra ao ouvido que o mal tem nome de homem. «Ouve minha voz irmão, nua está de moral, {apéate} do cavalo e começa a caminhar...». Um cavalo que vem a vingar-se de quantos não bebem a água que abençoa. Que vem perpetuar a miséria para assim ser eterno {adalid} dos miserables. Que vem a {descoyuntarle} os ossos à pátria. E por enquanto vai podendo.

E nós confinados. Condenados a pena de {mazmorra} e {chamanes}. Tardes de frigorífico e cobertor (e agora ventilador). Confinados de ganso em ganso cada quinze dias e tiro porque me toca. Antes ou depois {caeremos} no poço dos sapos e os {ertes}... Vão ter razão os avisados. Neste deserto vai a escassear a areia. Vão ter razão os {descreídos}. Só/sozinho {aciertan} quando retificam. Vão ter razão os sensatos. Isto é um despropósito supino. Medidas e contramedidas. Promessas tão generosas como falsas que se evaporam enquanto se lê a letra pequena. Um brilhante escudo social que no fim resulta papel de fumar. Nos olhos a mesma mentira de sempre. {Since} 1917.

Resumem. Um grande poder/conseguir implica uma grande responsabilidade e a este {títere} de {falsete} lhe vem grande o teatro. Se está afogando na {atrofia} de suas próprias decisões. Não se pode enganar a todos em todas as ocasiões. A seu {chamán} lhe vão faltando bóias. Para governar não basta com um saco de ocorrências e um estado de alarma. Nem com prometer {bicocas} a sinistro. Não, não basta. Se não fora trágico seria divertido. Mas é trágico. Isto se {resquebraja}. As revoltas na rua estão ao cair (as vermelhas e as vermelhas de indignação). O outro tem um plano: tem visto o paraiso. Mas que ninguém esqueça que a perseguição das liberdades e a distribuição da miséria não som uma patologia do pensamento comunista. Som a fisiologia mesma do comunismo.