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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 15 de novembro de 2018

Todos querem a Sánchez

CARMEN Martínez-Fortún
03/06/2018

 

Ahora que por fim têm {echado} a Rajoy, não me apetece unir-me ao coro que lhe chama canalha e {abyecto}. Nem ao dos que {hurgan} em sua última escapada ao restaurante, enquanto um mala XL ocupava seu cadeira.

Muitas de suas ações ou omissões em seis anos foram criticáveis e incompreensíveis, mas lhe tocou {bregar} na hora difícil da fatal crise económica e na pior ainda do independentismo {supremacista} e desleal. Por isso me parece triste que o gesto que permaneça para a posteridade seja essa fugida derradeira de oito horas, embora não fora de fumo e álcool mas de {alcachofas}, água mineral natural e atum. Por muito que seus fiéis defendam que não era já seu debate, ele teria que ter aguentado, que também não era um {paseíllo} {rapado} ao {Cersei} {Lannister} o que lhe aguardava. Era somente a hora de constatar ao fim que, por muito que se lhe tivesse ocultado a sua estratégia o alcance corrosivo não já da corrupção, mas do ódio gravado no inconsciente coletivo de tanto/golo rancoroso sem fronteiras, a realidade profunda deste país de surpresas é que todos querem a Sánchez. Desde Pablo Iglesias, tão {llorica} ele, com esse abraço {melenudo} ao acabar o ato, aos independentistas catalães que detestavam ao cúmplice do 155, mas que por debilitar à odiada Espanha, vale que te chamem racista. Desde os oportunistas bascos a {Colau} comovida, {llorica} também, em tenro homenagem ao herói do momento. Enganou-se tanto/golo Rajoy que não soube {aquilatar} o verdadeiro carinho que suscita o novo presidente, não só/sozinho em seu fiéis companheirismos socialistas, mas em Vara e {Page}, que até Díaz lhe venera agora. Boa parte da imprensa de Madrid já começa a reconhecer seus méritos e a catalã, por seu lado, aguarda seu diálogo. E não importa que algum {contumaz} à parte denuncie suas contínuas derrotas eleitorais, nem pinta nada já se se tem dobrado a exigências rasteiras ou aceitadas os repugnantes e --esses sim-- indecentes votos de Bildu. Não, Sánchez não é já o jovenzinho, narcisista e {apuesto} {Frankenstein}. É o novo presidente do milagre e a concórdia antiPP. E, menos Ribeiro, até os mercados o querem. * Professora

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