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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Todo é coronavirus

RAQUEL Rodríguez Muñoz
14/03/2020

 

Un carruagem de metro que cada vez alcança mais velocidade e onde todas as paragens/desempregadas/paradas, e o destino, têm o mesmo nome: coronavirus. Sirva esta metáfora para explicar a quantidade/quantia de informação que nos rodeia sobre/em relação a o tristemente famoso vírus que copa o ‘top {ten}’ de notícias, conversações, comentários, vídeos, {memes} e demais. Todo é já coronavirus. E cada vez vai a mais, cada vez mais depressa, como o carruagem de metro.

Por muito que {quieras} descer-te numa estação diferente é impossível. Como informadora, sou defensora a {ultranza} de contar ao cidadão o que acontece, do direito à informação, mas neste assunto há um bombardeamento que está contribuindo precisamente ao que se queria evitar, alarmar. A preocupação deu passo ao medo e este à {sicosis}. Se não, não se entendem as compras compulsivas nos supermercados ou que as máscaras e soluções alcoólicas se tenham esgotado.

Não há um único responsável desta sobrecarrega informativa. As autoridades sanitárias estão na difícil alternativa de informar {verazmente}, mas sem que isto leve ao pânico, difícil quando cada vez há mais medidas e mais restritivas, dada a gravidade da situação. Neste caso, {chapó} pelo médico/ doutor Fernando Simón, diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias, um medida certa como comunicador.

Mas além disso, os profissionais da comunicação têm uma responsabilidade, a de informar com rigor, mas sem saturar nem cair no encanto de cada detalhe de cada pessoa contagiada. Dar informação praticamente ao minuto não parece facilmente assuntível para uma cidadania que trata de ir digerindo uma crise sanitária que nunca antes se tinha vivido, pelo menos não a maioria da população.

Subida fazer-se à ideia, compreender que comportamentos do dia-a-dia devem mudar para enfrentar a situação e as redes sociais tornaram-se no {sumun} da sobreinformação. É necessário desligar para não saturar-se e cair em pânico, mas a {multiplicación} de mensagens, vídeos e boatos em redes o fazem impossível. Notícias de peritos, cada qual com sua opinião, vídeos de como fabricar uma solução alcoólica, dípticos com medidas de asseio, com esquemas para diferenciar o coronavirus da gripe ou o constipado, com a melhor forma de lavar-se as mãos... e até ‘o jogo do coronavirus’.

Querer manter a acalma que pedem as autoridades é praticamente impossível enquanto não {logremos} travar o aluvião informativo e nisto somos responsáveis todos.

*Jornalista.

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