Menú

El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

Temporalidade crónica e fraude


11/09/2017

 

A saída da crise em termos macroeconómicos está destapando o carácter crónico do drama da temporalidade e a precariedade nos contratos de trabalho. Esta prática é em si mesma um atropelamento aos direitos e à dignidade dos trabalhadores e, maioritariamente, das trabalhadoras. Mas é o indicador de muitas outras coisas. A primeira é que estamos saindo desta crise aprofundando nos {males} que a converteram na pior das últimas décadas. O emprego precário revela pura y simplesmente que o crescimento segue/continua provindo maioritariamente dos sectores com menor valor acrescentado nos que as empresas espanholas são competitivas unicamente em termos de custos laborais mais baixos.

Em segundo lugar, como denunciam os sindicatos, a temporalidade leva consigo umas práticas de cotização à Segurança Social que para além de roçar a ilegalidade põem em risco sua viabilidade a meio e longo/comprido prazo.

A contratação temporal maquilha mês a mês os indicadores do emprego em Espanha, coisa que permite à ministra {Báñez} tirar peito e elogiar o crescimento económico de seu Governo. Mas em meses como o de Agosto, o miragem se dissipa porque as altas temporárias não compensam as baixas estruturais. Com o tipo de emprego atual, Espanha muito dificilmente poderá no futuro manter as prestações sociais que constituem a base do modelo europeu.

Empresários e trabalhadores levam anos sem ser capazes de chegar a acordos. Os empregadores jogaram com vantagem porque conseguiram que as leis lhes permitam {soslayar} a rigidez teórica do mercado laboral espanhol. O fizeram em nome da crise e da necessidade de reativar a economia.

Mas a persistência da precariedade lhes condena a uma limitação estrutural da procura interna, a um aumento da fiscalidade e à renúncia a fazer parte duma economia competitiva nos sectores de maior valor acrescentado.

A saída dos números vermelhos e o alivio do endividamento lhes deveria levar a olhar um pouco/bocado mais longe e pensar na sustentabilidade de suas empresas não só/sozinho em sua rentabilidade imediata. E de igual maneira os sindicatos deveriam entender que a maneira de sair deste {bucle} exige nalgum momento quebrar uma legislação que atualmente já não cumpre quase ninguém, mesmo de maneira perfeitamente legal.

As notícias mais...