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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 22 de junho de 2018

Temporal em Reis

CARMEN Martínez-Fortún
07/01/2018

 

A Organização Meteorológica Mundial leva batizando aos furacões desde 1953. Até 1978 usava nomes femininos, ao ser os peritos maioritariamente homens que os chamavam como a seus parentes {féminas}. Logo se decidiu com {condescendencia} que também os machos podiam ser devastadores e nasceram {Harvey}, {Frankly} ou Andrew juntamente com Katrina ou {Wilma}. Mas {pásmese}, amigo leitor, já que um estudo de 2014 da Universidade de {Illinois} sustenta que os ciclones com nome de mulher foram mais letais que os masculinos pois causaram o dobro de vítimas. E não porque fossem mais potentes, mas porque as pessoas os percebe/recebe como mais inofensivos e tomam menos precauções.

Aqui em Espanha, a {Aemet} a partir de agora porá nome às borrascas, que é ao máximo que {llegamos} em matéria de {perturbaciones} meteorológicas. Por isso ao primeiro lhe têm chamado Ana, ao seguinte {Bruno}, e ao que está por chegar, Carmen. Isto leva-se fazendo um tempo em Reino Unido, Irlanda, e Alemanha onde até põem nome aos anticiclones. De furacões, pela bondade do nosso clima, só/sozinho chegaram ao longo/comprido da história os restos de {Vince}, {Gordon} e Delta. Por isso {molaría} que se decidisse nomear também a fenómenos menos espetaculares mas mais nossos. Por exemplo, ao temporal no Estreito se lhe poderia chamar {Ernesto}, e ao anticiclone das {Azores}, {Bonifacio}. O repto/objetivo seria total se {nombráramos} também a outros fenómenos, tais como aguaceiros, {ventiscas}, nevadas ou {calima}. Para {marejada} valeria María e para forte {marejada}, {Mariona}. Teria polémica, seguro pelos nomes regionais, e se o aguaceiro Pedro seria Pêra em Catalunha.

Em fim, querido leitor. Aqui estamos esperando aos Reis, num ano em que não tem chovido quase, por muito que nossos pouco/bocado produtivos e às vezes perigosos temporários ostentem sonoros nomes. Nalgumas cidades se tem adiantado a {cabalgata} e noutras atrasado. Talvez porque os organizadores não sabem que os Mágicos, apesar da chuva, chegarão com todos os seus presentes e que precisamente a água é o melhor deles.

*Professora.

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