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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 22 de junho de 2018

Telefone vermelho para as vítimas


14/01/2018

 

O Governo do PP tem anunciado que o telefone de atenção à vítimas de violência machista, o 016, terá outro novo uso: informar aos homens sobre/em relação a temas de igualdade. Isto é, deixará de ser um telefone exclusivo para as vítimas e passará a ser também qualquer coisa como uma espécie de consultório ou escritório de aconselhamiento telefónica em «igualdade». Uso as aspas porque embora se lhe tenha denominado assim, duvido que possa qualificar-se como tal pelo tipo de consultas que se poderão realizar. É que, o espaço de atenção a uma vítima de violência machista não se pode partilhar com o de homens que tenham alguma consulta sobre/em relação a «separação e divórcio, custódias de filhos ou questões surgidas em contextos de violência», tal como informa o Governo.

Num país onde dezenas de mulheres são assassinadas por violência machista e onde o telefone 016 recebe uma média/meia de 81.000 chamadas anuais, esta decisão é muito pouco/bocado {acertada}. ¿Tanto/golo subida reservar com contundência um espaço que atenda só/sozinho a vítimas de violência machista? ¿Nem se queira quando trata-se de não morrer? O telefone 016 foi criado como espaço de privacidade, anonimato e proteção a mulheres vítimas de violência machista, isto é, para ajudar a mulheres vítimas. O objetivo deste telefone fica diluído completamente e, pela enésima vez, demonstra a pouca vontade do Governo de lutar ferozmente contra a violência machista e outorgar a esta causa a importância e prioridade que indiscutivelmente necessita.

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