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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

O TC cumpre o guião previsto


08/09/2017

 

As instituições do Estado reagiram ontem ao ato de desobediência que protagonizaram o Parlament e a Generalitat ao aprovar a lei do referendo e assinar o decreto de convocatória da consulta do 1-O, ilegal segundo o ordenamento constitucional. O Tribunal Constitucional (TC) suspendeu a lei do referendo, o decreto de convocatória e a nomeação dos cinco membros da {Sindicatura} Eleitoral. No âmbito político, Mariano Rajoy exibiu unidade junto a Pedro Sánchez (PSOE) e {Albert} Ribeiro (C’s), e disse estar disposto a usar todas as ferramentas jurídicas a seu alcance para impedir o referendo. Rajoy advertiu de que, de celebrar-se, o 1-O suporia o fim do autogoverno de Catalunha.

Depois de/após anos deixando em mãos da justiça a gestão do conflito político catalão, não surpreende a decisão de Rajoy de transferir o problema ao TC. O presidente do Governo e o bloco independentista estão concentrados em pulso pela legitimidade e a legalidade da consulta, mas com um olho posto no que vai a acontecer a partir do 2-O, por isso não é de estranhar que desde a Moncloa se esforcem em mostrar contenção. Por outro lado, embora só/sozinho seja por comparação, a {rauxa} parece ter-se instalado no bloco independentista depois de/após dois sessões tumultuosas no Parlament.

Ontem, no hemiciclo voltou a viver-se uma jornada vergonhosa a conta da lei de transitoriedade. A oposição/concurso público de novo manobrou para tentar evitar a votação, mas encontrou-se com o frontão da maioria de {Junts} {pel} Sim e a {CUP}, com a imprescindível assistência da presidenta da câmara, Carme Forcadell. Estes dois últimos dias, a presidenta tem protagonizado uma inapresentável deixação de sua responsabilidade de ser a presidenta de todos os deputados num exercício que é o melhor exemplo da caricatura em que a maioria independentista converteu a câmara catalã. Se o visto estes dias verdadeiramente fora o nascimento duma nova República, sobram os motivos para duvidar de sua qualidade democrática.

Não é aventurado afirmar que mesmo entre as filas soberanistas a muitos o vivido nesta semana no Parlament lhes tem envergonhado. Perdida de tire a batalha legal, o independentismo também perde inteiros no da legitimidade. É o preço de ignorar à metade dos catalães.

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