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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

O Supremo condena ao cunhado do Rei


13/06/2018

 

Pela primeira vez em democracia, um familiar do Rei é condenado a prisão pelo mais alto tribunal do Estado, o Supremo. Só/sozinho este facto/feito concede um valor extraordinário à ratificação parcial pela sala segunda do alto tribunal da condena imposta a {Iñaki} {Urdangarin} pela Audiência de Palma de Maiorca em Fevereiro do ano passado. O Supremo lhe diminui em cinco meses a pena, que fica em cinco anos e dez meses, ao absolverlo do delito de falsidade, mas seu condena por fraude à Administração, tráfico de influências, malversação, prevaricação e dois delitos fiscais se converte na mais alta do ‘caso {Nóos}’, já que o sócio do exduque de Palma, Diego Torres, vê reduzida sua pena de oito anos e seis meses a cinco anos e oito meses pelos mesmos motivos que {Urdangarin}. Os magistrados destacam em sua resolução que «a situação de privilégio da que usufruía [{Urdangarín}] como consequência de seu casal com uma filha de quem era chefe do Estado conseguiu mover a vontade» do Governo de Baleares para obter contratos e acrescentam que «o influência exercida desde o trampolim de sua privilegiada posição» conseguiu mesmo eliminar a competência e uma «voluntariosa e disciplinada atitude de {acatamiento} de todas as propostas» de {Urdangarín} e Torres por parte do presidente das ilhas Baleares {Jaume} {Matas}.

A infanta Cristina, absolvida pela Audiência de Palma de dois delitos fiscais, não impugnou a sentença, mas o Tribunal Supremo lhe diminui a quantidade/quantia a pagar por sua responsabilidade civil a título lucrativo ao anular a que correspondia aos delitos fiscais. O processamento, juízo e condena do marido da infanta Cristina estiveram envolvidos na polémica desde que se iniciou o procedimento, o 7 de Novembro de 2011, mas esta sentença e o iminente rendimento em prisão do cunhado do Rei desmentem àqueles que se passaram quase sete anos augurando que {Urdangarin} não ia ser condenado.

Em espera do rendimento em prisão de {Urdangarin} --pode recorrer ao Constitucional ou pedir o indulto, mas não evitará a cadeia com uma condena maior de cinco anos--, se fecha um episódio que significou uma bruta perda de popularidade da Monarquía, que tem tentado recuperar sua imagem com a {abdicación} de Juan Carlos e a chegada ao trono de Felipe VI.

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