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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

O sol sai pelo oeste

LARA Garlito
08/09/2017

 

Tenho crescido vendo em meu casa uma {pegativa} de {Lupe} 92, ainda continua, agora é minha sobrinha quem a mira, mas quando passem os anos, suas lembranças com ela serão diferentes, nem melhores, nem piores, diferentes.

Essa adesivo sempre me desperta um sentimento alegre e emotivo que me leva diretamente a Teresa Rabal, a Trujillo, a festividade, ao Dia da Extremadura.

Esse lembrança inocência {bañado} pelo tempo me faz pensar em tudo o que aconteceu na região até agora, e quanto esforço tiveram que fazer os extremenhos e extremenhas para conseguir que {convergiésemos} ao mesmo ritmo que o resto do Estado.

Situaram aqui seu lar para dar-lhe aos meninos e meninas um futuro de bem-estar: serviços públicos, educação, saúde, infraestruturas, desenvolvimento económico, social... Hoy sinto que Extremadura, graças ao trabalho de tantos e sacrifício de muitos, é uma terra para viver, convivir e partilhar com todos os que chegam, hospitaleira, generosa, humilde, constante, leal, com valores.

O Dia da Extremadura é, portanto, um dia de celebração, de convivência entre aqueles que temos decidido partilhar um mesmo espaço de vida, de reconhecimento ao bom que se gera, para ter saudades a todos os que desde outro lugar seguem/continuam pensando em extremenho, mas também, é um dia de luta e de trabalho, ainda são muitos os reptos/objetivos aos que nos temos que enfrentar.

Me despedia de vocês, antes de férias, desde O distante Oeste, desde uma Extremadura com um comboio repleto de avarias dia após dia, com o asco de centenas de passageiros, e de longe, uma visão da Extremadura errónea e frustrada.

{Goytisolo}, baixo/sob/debaixo de esse mesmo título, o 12 de Agosto de 1986 se referia a esta terra «na qual a ninguém lhe importaria viver de não ficar tão longe» «ou de não dar a sensação de ficar longe (...). O carácter {ilusorio} desta distância --Cáceres não dista de Madrid mais que Zaragoza ou {Sevilla}-- se comprova melhor ao cruzar essa linha vertical que desde o Cantábrico até ao Estreito divide a Espanha entre o este e o oeste».

¿Perdura essa sensação três décadas depois? ¿É justo que nossas distâncias dupliquem em tempo ao resto?

Neste Dia da Extremadura {seguiremos} lutando com o mesmo entusiasmo, e nesta ocasião será pela igualdade, a coesão territorial, o desenvolvimento económico, isto se chama hoje: comboio de alta velocidade.

Não esqueçamos, o sol sai pelo oeste.

¡Feliz dia da Extremadura!

* Filóloga e deputada do PSOE

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