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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

Setembro e livros

CARMEN Martínez- Fortún
03/09/2017

 

Para além de voltar ao trabalho, em setembro percorremos novos cantos do quotidiano, enquanto {palidece} a epiderme baixo/sob/debaixo de toneladas de creme. «Não te {preocupes}, {nena}, isso é um {peeling} natural», dizia minha mãe quando minha irmã e eu nos {quejábamos} de parecer em outono dois {lagartijas} mudando de pele.

Setembro é o mês dos propósitos, quando, uma vez superada a nostalgia dos instantes passados e ociosos, à medida que refresca o ambiente -não se façam ilusões que volta a aquecer- a ilusão/motivação dos dias que fluem converte a rotina velha na construção sempre diferente da vida de cada qual. {Volveremos} ao trabalho, que será o mesmo e será diferente. Iremos ao cinema, veremos outros filmes, a {OEX} será a de sempre, com os mesmos professores e o mesmo diretor, mas a programação será nova e variada e além disso neste ano os concertos terão lugar no Auditório e não no Gran Teatro.

EM SETEMBRO voltará o futebol três vezes à semana ou mais e a {diada}, ¡que remédio! E se entre seus bons costumes encontra-se a de ler, seguirá/continuará você lendo, amigo leitor. Se é esse o caso, me permito recomendarle alguns títulos por se se fia de meu critério. Dois tesouros de sensibilidade e perfeição literária, absolutamente diferentes mas de qualidade pouco/bocado comum: Tu não {eres} como outras mães, de {Angélica} {Schrobsdorff} e O bar das grandes esperanças de J.R {Moehringer}. Se prefere algo mais ligeiro e entretido, estimulante embora com alguns defeitos de fatura ou verosimilitude, se divertirá com O desordem que {dejas} de Carlos Montero e Média/meia vida de {Care} Santos, e se lhe apetece um romance negra diferente, {atrévase} com A substância do mau de Luca d’{Andrea}.

Enquanto avança na leitura irão sobrando os ares acondicionados e a luz da estação se voltará plúmbea. E, à medida que os dias se encurtam, se iluminam antes as ruas e {volvemos} a casa à tarde quando já tem caído a noite, lhe desejo que em seu lar, essa ou outras leituras e não o angústia ou o desalento, lhe acompanhem no caminho até o inverno que nos espreita.

* Professora

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