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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

{Septiembres}

PILAR Galán
07/09/2017

 

Ano após ano, embora queiramos evitá-lo, Agosto que parecia interminável acaba desembocando em setembro.

Acontece de um dia para o outro, por mais que nos {empeñemos} em não querer dar-nos conta. Anoitece mais precoce, e a escuridão cai como uma {losa} sobre/em relação a rios e piscinas. As tardes deixam de ser eternas, e as sestas já não são refúgio mas só/sozinho descanso/intervalo.

Continuamos em verão, sim, mas nada é igual. Até as manhãs cheiram diferente, como prelúdio de um outono que tardará ainda em chegar. Cedo começará a picar o sol, a congelar-se a água, e a secar a pele que {ofrecimos} em sacrifício ao deus dos excessos.

Apesar de tantos sinais, nos {empecinamos} em continuar como se tal coisa, em não recolher a saco/sacola/bolsa de praia, os livros que começamos, a roupa de {tirantes} que agora carece de sentido.

A vida se {despereza} com {crujidos}, como se lhe doessem as articulações depois de/após um longo/comprido sono/sonho. Também se queixa a terra que {cruje} com as folhas desejando a chuva. Mas não existe alivio nem {bálsamo} contra setembro.

Volta a realidade que tem permanecido {agazapada} para saltar sobre/em relação a nós à volta.

Volta o {cansinismo} do telejornal, as caras dalguns políticos, as guerras que não cessam, o comboio que não nos chega, o terrorismo que segue/continua golpeando enquanto os de sempre se {enzarzan} em brigas de pátio de colégio.

Ainda ficam alguns {retazos}, um cheiro, as mouras, o {veranillo} dos marmelos, um agitar-se na {duermevela} recordando o verão.

Logo terá que {reincorporarse} completamente, comprar algum fascículo do que seja, inscrever-se ao ginásio, começar a correr, empreender qualquer propósito sem futuro.

Entretanto, pobres, {seguiremos} apoiando'ns nas rotinas.

Tudo nos parecerá igual, mas já nada é o mesmo.

* Professora

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