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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

Sánchez salva sua primeira crise


14/06/2018

 

Muito antes de o previsto, apenas uma semana depois de/após seu tomada de posse, Pedro Sánchez tem vivido sua primeira crise de Governo. O titular de Cultura e Desporto, {Máxim} {Huerta}, abandonou seu cargo depois de/após que se fizesse público que foi condenado no 2017 por fraude fiscal nos exercícios 2006, 2007 e 2008, segundo dois sentenças do Tribunal Superior de Justicia de Madrid ({TSJM}). A cifra defraudada a Finanças ascenda a um total de 218.322 euros.

Desde o momento em que se fez pública a notícia, resultou evidente para toda a gente (exceto se calhar para o próprio afetado) que {Huerta} não podia seguir/continuar no Governo por dois motivos. O primeiro, de princípios: alguém que foi condenado por defraudar a Finanças não pode fazer parte de um Governo que gere dinheiro público. O segundo, político: depois de/após que Sánchez chegasse ao poder/conseguir após uma moção de censura motivada pelos escândalos de corrupção do Partido Popular, era imperativo que o novo presidente do Governo atuasse com exemplaridade.

A primeira tentações, no entanto, não foi essa, como provam as entrevistas radiofónicas que concedeu {Máxim} {Huerta} nas que insistiu em que tratava-se de um mal-entendido com Finanças. É certo que {Huerta} acabou saldando suas dívidas com o fisco, e também o é que não foi o único caso no sector da cultura e a comunicação que tributou através do imposto de sociedades e não do IRPF. Mas nenhum destes dois factos/feitos neutralizam que tentou pagar menos impostos nem a necessidade de exemplaridade deste Governo de Sánchez.

O presidente do Governo salva com nota sua primeira crise. Se a duração de {Huerta} no Governo é de recorde (apenas seis dias) também o é a celeridade com a que tem abandonado seu cargo. Num país onde os cargos costumam agarrar-se à pasta, apesar dos titubeios iniciais a crise se tem solucionado com inusitada rapidez. Sánchez demonstra com factos/feitos que a sua vontade de presidir a um Governo limpo não é só/sozinho retórica (o qual não retira o erro originalíssimo de ter nomeado a {Huerta} ministro). Neste sentido, não é aventurado afirmar que o presidente do Governo pode ter saído reforçado duma crise que lhe chegou demasiado cedo mas que se tem saldado da única forma possível. E falando de celeridade, ontem à tarde se anunciou o substituidor de {Huertas}: o andaluz José Guirao, ex-diretor do Museu Reina Sofía.

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