Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 19 de agosto de 2018

Sánchez, Europa e igualdade


08/06/2018

 

Europa, igualdade e o conflito catalão serão dos primeiros frentes que o Governo de Pedro Sánchez aborde. Um, o da igualdade, é por convição do próprio presidente do Governo e por obrigação diante da realidade social, que se expressou na já famosa manifestação do 8-M, depois da qual nenhum Governo pode nem deve continuar insensível à flagelo do {machismo}.

O frente europeu é uma necessidade, e como tal o tem especialista/conhecedor Sánchez, que se tem esforçado tanto/golo de ação (a equipa económica que tem nomeado, sobretudo a ministra de Economia, {Nadia} {Calviño}, exdiretora de Orçamentos da Comissão Europeia) como de palavra (suas contínuas referências a Europa nos seus discursos) em tranquilizar a Bruxelas. A liderança europeu se sentia muito cómodo com a passiva aquiescência de Mariano Rajoy em tempos tão convulsos (negociação do ‘{brexit}’, chegada do euroceticismo ao poder/conseguir em Itália...), daí que Sánchez se esforce em transmitir a ideia de que Espanha não tem caído em mãos do populismo e que continua a ser um sócio europeísta e de fiar.

O frente catalão é também um assunto a tratar. {Meritxell} {Batet}, nova ministra de Política Territorial e Função Pública, falava de «vertigem» no ato de mudança de pasta com sua antecessora, Soraya Sáenz de Santamaría. Não é para menos. A {judicialización} do ‘{procés}’ é um dos aspetos nos que o novo Governo pode atuar. Não trata-se só/sozinho da atitude que tomará a procuradoria na causa judicial em marcha ou de se se transferirá a Catalunha aos presos preventivos (uma prerrogativa de Instituições {Penitenciarias}, dependente do Ministerio del Interior), mas da longa lista de leis aprovadas pelo Parlamento catalão que o Governo de Mariano Rajoy levou perante o Tribunal Constitucional (TC). {Desjudicializar} o ‘{procés}’ e despolitizar o TC no que a Catalunha se refere são duas medidas que deverá abordar, mas para isso o novo Governo deve encontrar a forma de negociar sem levantar agravos no resto de autonomias, nem dar {pábulo} ao argumento de que se premeia aos independentistas. A {bilateralidad} que exige a Generalitat, reconhecida no Estatuto da Catalunha, deverá combinar-se com fóruns multilaterais. Não se trata de uma tarefa simples, e para superar esse «vertigem» do qual falava {Batet} o novo Governo necessita coragem político e interlocutores leais. Não é Sánchez o único que deve demonstrar valor e responsabilidade. Também o Executivo que preside {Quim} {Torra}.

As notícias mais...