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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 21 de junho de 2018

Desde Rússia mas sem amor

SATURNINO Acosta
14/06/2018

 

Pois não, nem com amor, nem com Luis Enrique nem com {Julen}, mas sim com muito Ferro, porque além disso não se lhe pode retirar ferro ao assunto. Não sou um grande especialista/conhecedor de futebol, mas não acredito/acho que nem tenha que entender para saber que sem jogar já perdemos e é uma pena, e se lhes digo a verdade, por quem mais o sinto, para além de por todos os espanhóis, é por dom Andrés que não se merecia esta despedida,

Em Espanha, como quase em toda Europa, o desporto reinado é o futebol. Em Espanha como quase em toda Europa, tudo um país se {vuelca} com sua seleção, gera ilusões e inclusivamente une povos/povoações, embora só/sozinho seja por quinze dias, e isso é justo o que lhe tem faltado a quem corresponda para não fazer o ridículo pai e de passagem carregar-se um mundial inteiro que nem ganhando-o vai a passar à história pelo futebol, somente manter a boca calada durante quinze dias.

Igual que entendo pouco/bocado de futebol, entendo menos de contratos e de clubes, mas a meu parecer Florentino esta vez não esteve nada fino. Não se pode anunciar a dois dias vistas do início duma competição a contratação do treinador em ativo, porque carregas-te ao treinador, ao plantel/elenco e à competição em si, sobretudo quando a competição é um mundial e teu hobby/adeptos um país inteiro.

Mau, muito mau, por parte de quem não o tenha suposto, que me imagino sim o terá facto/feito, mas sinceramente {desconozco} os motivos de passá-lo por alto, porque não vai a gerar muitas simpatias.

Algum mesmo chegou a insinuar é que uma cortina de fumo para que não se fale doutras muitas coisas, é que esta quarta-feira, a agenda vinha {cargadita}. Uma entrada em prisão muito real, a corrida/curso política mais curta jamais vista ou de como passar de migrante a refugiado sem terlo planeado, nem os migrantes nem o Estado, embora isto último necessita explicação.

Lhe honra ao novo Governo, e na decisão de acolher a pessoas que fogem de conflitos bélicos ou o necessitam por fome ou outras necessidades, lhes {aplaudo} e imagino todos devêssemos bater palmas-los, na decisão humanitária, mesmo como medida dissuasória para aqueles países que não os aceitam ou querem acolher. Outra coisa bem diferente é fazê-lo procurando somente o efeito mediático imediato a qualquer custo e sem pensar que fazemos com os que já estão aqui, levam anos e não estão regularizados, ou em listas de espera, ou se esta boa vontade para com 629 pessoas se terá para todos, os de ontem, os de hoje os de amanhã. Quando as mesmas

{oenegés} e associações especializadas te estão dizendo que a decisão não foi meditada, por algo será. Mas o {cortés} não retira o valente, a intenção {aplaudible}, e o iminente socorro pelo menos evitará sofrimento humano.

Como dizia, um quinta-feira onde se poderia ter falado de infinidade de coisas de fora de Espanha, de Espanha mas também da Extremadura e não quisesse deixar passar a ocasião para mostrar meu total apoio a esses alunos da Avaliação de Ensino secundário para Acesso à Universidade ({EBAU}) e a suas famílias.

Certamente a medida adotada de repetir as provas não tivesse solução, tanto/golo pela garantia de acesso em igualdade a nossa universidade como os problemas que nos tivessem posto alguma outra universidade , mas sinceramente, nossos alunos não se o mereciam, nem suas famílias nem os docentes que os têm estando preparando, porque sempre têm demonstrado ser os melhores, embora a outros de fora lhes pese.

E isto último desde Extremadura com amor.

* Professor

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