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O rumo do sobrevivente

 

VÍCTOR Píriz Maya
23/05/2020

Nesta semana, enquanto lia cuidadosamente a sondagem do CIS, não podia deixar de pensar no conhecido como rumo do sobrevivente, que poderíamos definir como a tendência a excluir das análises, por exemplo económicos, àquelas empresas que não têm podido superar a crise. Se se aplica, os resultados som muito mais positivos que a realidade ao excluir da análise a todos esses elementos, empresas neste caso, que diminuiriam no estudo.

Analisando ontem a inverosímil sondagem do exmembro do Comité Federal do PSOE me vinho rapidamente à memória esta figura. A mesma semana que pelas Cortes Generales passou o governador do Banco de Espanha e nos alertou a todos dos graves problemas que o horizonte aguarda à economia espanhola, o CIS diz que a metade dos espanhóis vêem a situação económica atual como boa.

{Recapitulemos}. Com mais de 150.000 empresas destruídas já durante a crise, com mais de quatro milhões de espanhóis afetados por um {ERTE}, um de cada três trabalhadores do sector privado, com mais de 1,3 milhões de autónomos/trabalhadores independentes recebendo a prestação por cesse de atividade ao ter-se reduzido radicalmente , se não totalmente seus rendimentos, o que ascende ao 40% do total de autónomos/trabalhadores independentes do nosso país, com mais de um milhão de empregos destruídos no que vai de crise e mais de 5 milhões de espanhóis recebendo prestação por desemprego... a situação é boa para mais do 70% dos espanhóis. ¿Alguém pode acreditar/achar-se isso?

Estou absolutamente convencido de que para além de a sua intenção decidida pela preverdade, por tratar de dirigir a opinião pública como nos tem acostumado Moncloa, há muito de rumo do sobrevivente, há muito de obviar todas aquelas respostas negações desses milhões de compatriotas que começam a sofrer as investidas da {encarnizada} crise.

E nesta semana, em paralelo, o governador do Banco de Espanha nos desenhou um cenário sombrio, com um défice disparado acima de 11%, o que situaria a dívida acima do 122% do PIB, bem como uma queda/redução económica que superará o 12% no melhor dos cenários, o que provocaria um desemprego no ambiente de 22%, mais de oito pontos dos que tínhamos em 2019.

Com este ambiente ninguém acredita que quase a metade dos espanhóis entendam que a situação económica é boa ou muito boa, ninguém o pensa porque simplesmente o espanhol meio e o extremenho meio tem medo da situação que {acabo} de relatar, da Espanha que nos vamos a encontrar quando {salgamos} deste longo/comprido confinamento pessoal e económico e teme se farão falta cortes e sacrifícios para sair desta situação.

Espanha e Extremadura necessitarão remodelações, a prosa e o {buenismo} não nos fará gerar emprego, não nos ajudará a que as pessoas se incorpore ao mundo laboral e a que os trabalhadores independentes voltem a levantar a persiana de seu negócio. Mas para reformar temos de saber que teclas tocar para incrementar a competitividade, para gerar vantagem competitiva em nossas empresas no exterior, para que nossos produtos cheguem em situações favoráveis ou para que o tamanho do nosso sector público seja o ótimo para oferecer serviços de qualidade com um menor custo.

Se impõe «{expense} {review}», fazer uma autêntica auditoria dos nossos despesas e priorizar aqueles que dêem competitividade a nossa economia. Após a paralisação económico e com os dados que vêm pela frente/por diante, e apesar do rumo do sobrevivente do CIS, o governo nacional e o regional têm que fazer exatamente o contrário do que estão realizando agora: gerar certeza e segurança.

Por isso, atacar a nossos sectores industriais como o do automóvel, confinar em seus hotéis aos turistas, ofender a um sector que gera mais de 12% do PIB em Espanha, ou insultar a nossos agricultores e pecuários não é uma boa estratégia para gerar confiança. O governo {desnortado} deve desde/a partir de já pôr-se a trabalhar e se não, afastar-se.

Afastar-se para que quem tem equipas com experiência e solvência execute as suas propostas, seu plano B para Espanha, esse que presintamos na semana passada e que poria a nosso país a funcionar de novo despertando-a do letargo e a {inacción} de um governo de Espanha e da Extremadura paralisados por uma incapacidade manifesta e uma insolvência aterrada.

{Activemos} Espanha, não {perdamos} mais o tempo.

*Porta-voz de Orçamentos do Grupo Popular no Congresso.