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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Responsabilidade social

LARA Garlito
13/03/2020

 

Nesta semana refletia sobre/em relação a o paradoxo que se estava produzindo entre o virtual e o real, vos explico melhor, muitas e muitos de vocês {conocéis} meu interesse/juro no estudo da nossa comunicação através da Rede, de como somos capazes de transmitir nossas mensagens nas redes sociais, numa site, e de como através da utilização de {emoticonos} e outras estratégias {conseguíamos} manter conversações que emulavam à perfeição uma conversa cara a cara; isto é uma realidade quotidiana.

Dou beijos virtuais a minhas amigas diariamente e as sinto a meu lado, embora estejam em Plasencia, em Salamanca, em Cáceres, em Badajoz... som beijos reais. Todas e todos os que {conocéis} {sabéis} também de meu gosto por beijar, abraçar e fazer da afetividade uma bandeira, isso que agora se pede de que o olhar receba uma importância capital, para mim é uma obrigação, o olhar é sempre a limpeza da verdade e de como estamos: é o espelho da realidade mais absoluta.

Estes dias nos recomendam que não {besemos}, que não nos {abracemos}, mas existem tantas maneiras de comunicar-nos que não deve supor nenhum esforço mudar nossos hábitos, já {contamos} com novas ferramentas para isso, para além de fazê-lo com a satisfação de {obrar} pelo bem comum. Poderia utilizar/empregar uma frase que tenho ouvido estes dias, não beijar-nos e abraçar-nos agora para fazê-lo mais forte amanhã.

O coronavirus tem impostos novas indicações, indicações por parte das autoridades sanitárias que não nascem de um capricho mas do estudo rigoroso de peritos e autoridades, que avaliam dia-a-dia e caso a caso, que acontece para {pautar} que faremos, todos e todas, no dia seguinte. Algo que faz apresentar-me que, se nestes dias existe um paradoxo entre o virtual e o real em nossas relações, também neste momento, aparece outra: nesta sociedade tão indivídua os grandes desafios os {afrontaremos} se temos todos e todas consciência e responsabilidade coletiva, ser consciente que nossas ações serão parte da solução: tentar não contagiar-se pelo egoísmo próprio de não adoecer mas evitar não contagiar-se para não contagiar ao resto. Pensar em não fazer aprovisionamento para que o resto possa partilhar, não visitar a alguém vulnerável porque o amor até eles é superior à restrição...

Nestes momentos, mais que nunca, temos que demonstrar que somos uma sociedade coesa, unida, onde não existem diferenças ideológicas se trata-se do bem comum, se todas e todos {actuamos} {responsablemente} sairemos mais fortes, uma sociedade mais reforçada.

Na segunda-feira estarão todas e todos nossos escolares nos lares, pensemos em deixar-lhes uma sociedade onde no {fututo} os beijos e os abraços sejam mais fortes, se isso acontece é que teremos facto/feito bem as coisas, pensemos em isso, na satisfação do esforço coletivo, no futuro e a sociedade que deixaremos.

*Filóloga e deputada do PSOE.

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