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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de junho de 2018

Reivindicação da {pereza}

Luis F. Crespo
08/01/2018

 

Quando as máquinas podem fazer quase tudo o trabalho humano, se faz imprescindível um alto índice de desemprego para que a economia seja rentável ao descer continuamente os salários; o desemprego, que é estrutural, se percebe/recebe, no entanto, como uma inaptidão individual para competir no mercado laboral, e ter tempo para o lazer não se considera um direito coletivo, mas um fracasso pessoal, quase um vício insano. O sistema económico de mercado e livre concorrência, que serve de suporte ao civilizado Ocidente, acumula contradições internas insuportáveis. Perante qualquer medida de controlo políticos sobre/em relação a a economia, seus {prebostes} respondem sempre com a mesma ameaça: a destruição inevitável do emprego. Provavelmente chegou o momento da lentidão, de parar-se e refletir sobre/em relação a outras alternativas possíveis para organizar a sociedade globalizada do século XXI, recuperar a ironia dos {diletantes} e {atrevernos} a proclamar em nosso foral interno, e fazê-lo efetivo face às responsabilidades impostas, o direito à {pereza}, o direito a não trabalhamos/trabalhámos e, contudo, continuar a ser considerados seres humanos, valiosos para nós mesmos e para nossos semelhantes.

FEMINISMO

Nossa luta não tem terminado

{Siham} J. {Korriche}

{Politóloga}

Jantar de {Nochebuena} em família. Eu chegava de um viagem e lhes falei de minha experiência e de minha última exposição sobre/em relação a as cotas de género. ¡{Uf}! Enquanto saiu género, saiu feminismo e eu já sabia o que se me vinha em cima. O feminismo mudou minha vida. Me tem ajudado a {empoderarme}, me protege, é um colete {antimachismo}. Com esta convição tão interiorizada poderão imaginar como me afetou este comentador: «¿E o que é que se passa com os homens que sofrem acosso? As mulheres também {gritáis} coisas». ¿Que? Jantar arruinado. Dá igual que explicasse que a percentagem de mulheres que reproduzem essas práticas é insignificante; dá igual que falasse de {feminicidios} e violações. Tudo dava igual, porque a minha não era mais que uma opinião, e todas as opiniões deviam ser respeitadas embora fossem machistas. Perante tal panorama me fui a meu quarto.

Tenho lido que o 2017 foi o ano das mulheres, que estamos mais {empoderadas}, que {denunciamos} o acosso, que {reclamamos} o espaço público. Dá igual. Devemos seguir/continuar trabalhando duro. {Nosotras} já temos decidido que não há volta atrás, mas eles não, eles querem continuar a jogar com as velhas regras. Não sei o que nos proporcionasse o 2018, mas tenho claro que {seguiré} lutando e discutindo com amigos, familiares, conhecidos ou desconhecidos. O ilustra muito bem a frase que um coletivo feminismo publicou o dia de Natal: «Amigas, irmãs, é nosso dever arruinar as jantares familiares com nossas opiniões». Me {sequé} as lágrimas e {regresé} à jantar familiar.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

De coisas, nada

María Francisca Ruano

Cáceres

Las leyes suelen ir delante de los hechos. Se muda a lei, mas a costume é mais difícil ou praticamente impossível. Há partidos {animalistas}, artigos na proteção animal, associações de povos/povoações e cidades que vigiam, denunciam, multam certos maus-tratos ou crimes até toda classe de seres irracionais em mãos de seres racionais. Se fala de tudo isto cada vez mais alto e cada vez mais claro. Agora, nos lares com um divórcio e com animal de estimação serão os juízes aqueles que ponham certo ordem/disposição. De coisas, pelos vistos, nada de nada. Não somos coisas, decidiram judicialmente ao fim. Antes o expressaram todos aqueles que têm dedicado décadas de seu tempo e de sua voz para manifestá-lo na sociedade civil de mil maneiras e sem desânimo nenhum. Sou um {Schnauzer} negra adotada, sou agradecida e sou esse amanhecer, esse alba, a {aurora} quando ela me mira como a estou olhando.

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