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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

Se recompõe a verba/partida

O novo governo de Pedro Sánchez em Madrid obriga aos diferentes partidos na Extremadura a mudar sua estratégia

ANTONIO Cid de Rivera
10/06/2018

 

E de imediato: Pedro Sánchez. Se {confabularon} os astros, as forças políticas {anti}-Rajoy puseram-se de acordo e o PNV disse sim. O PP fuera da verba/partida após o anúncio da marcha de seu líder e a busca dum novo, Ciudadanos recompondo sua estratégia voltando a estar consciente de que tem 32 deputados e não o ar que lhe {insuflan} as sondagens e Podemos com um zanga de mil demónios ao não {habérsele} tido em conta para a formação do novo executivo e ficar diluído na poção que tem suposto o ressurgir do novo presidente. Assim estão as coisas, o que supõe {resituar} as peças no tabuleiro de jogo e apresentar uma nova verba/partida, a qual, à diferênça do que se pensava inicialmente, não é efémera. Nos vamos a 26 meses de legislatura, tempo suficiente para ganhar ou perder umas eleições, com tudo o que isso leva preparado nos âmbitos autonómico e municipal.

Normalmente se ganham umas eleições e depois se forma um governo. Esta vez, Pedro Sánchez tem formado um governo para tentar ganhar umas eleições. O perfil qualificado de seus membros e seu anúncio a conta gotas e através de filtrações, tem suposto uma operação de marketing político muito efetiva. Tanto/golo, que convenceu aos mais céticos do seu partido. O novo chefe do Executivo tem construído uma equipa com uma muito forte presença feminina, a mais alta de Europa (11 de 17) e duma alta qualificação profissional. Mas, além disso, não tem desatendido nenhum flanco, com piscadelas ao eleitorado antiindependentista (Josep Borrell) e gestos ao centro ideológico mais próprio de Ciudadanos (Fernando Grande Marlaska ou Pedro Duque). Além disso, tem mandando avisos ao {Susanismo} chamando a filas a uma de suas conselheiras (María Jesús Montero) mas também a seu principal rival em Andaluzia (Luis Planas). Finalmente, tem {resituado} seu papel político, deixando claro a Podemos que não tem contas pendentes e que este viagem pensa fazê-lo só/sozinho. Digamos que Pedro Sánchez pretende aproveitar a iniciativa e a força que lhe vai a dar a atividade de governo para captar adeptos sabedor de que no Parlamento não tem nada que fazer. Seu objetivo é governar, mas também estender o seu mandato o máximo possível para assim apresentar-se às eleições da melhor maneira possível.

Aqui, na Extremadura, {resituadas} as fichas, ¿que vai a passar? Pois temos de mudar todos os frentes e consequentemente as estratégias. Guillermo Fernández Vara vivia melhor frente a Rajoy. Tudo temos de dizê-lo. Agora terá que recompor seu discurso. Fica sem inimigo à vista em Madrid e toda sua atuação deverá girar em torno dos conquistas em lugar de como até agora que o fazia em torno de denúncia dos incumprimentos. Neste sentido, tarefas pendentes acerca do comboio, arrancadas ao anterior Executivo do PP e incluídas nos Orçamentos, lhe virão às mil maravilhas, mas toda demora nos prazos ou variação nos projetos lhe acarretarão algum que outro dor de cabeça. Não sabemos já outras atuações, como a posta em rega de Terra de Lamas, por exemplo, paralisada pelo Executivo popular ou outros incumprimentos manifestos, embora nunca temos de esquecer que governar em Madrid e também em Mérida sempre supõe um prémio de presença mediática que bem administrada reforça uma candidatura.

O resto de partidos ganham em sua ação de oposição/concurso público. O PP se liberta de vínculos e estreitezas sem Rajoy, exigindo a Vara o mesmo zelo em sua reivindicação que até agora. Não passou nem uma semana e já começou a fazê-lo. Ciudadanos poderá aumentar seu nível de crítica, após ter deixado de ser o {sostén} do governo de Rajoy, embora deverá partilhar espaço com os populares loucos por fazer-se um sítio no centro direita. Por último, Podemos poderá deixar de sentir-se o amigo do PSOE. Quebrados os laços em Madrid, aqui também. Não esqueçamos que os {podemistas} deixaram passar os últimos orçamentos de Vara faz apenas uns meses e digamos que se sentiam incómodos nesse papel. Agora pode assaltar o sector ideológico de esquerdas e tratar de conquistá-lo após o claro abandono dos socialistas por sua aproximação ao centro.

Em qualquer caso, descendo ao terreno, fica tudo um ano para as autonómicas e municipais. E doze meses em política é toda uma eternidade, sobretudo se, como é o caso, não existem maiorias absolutas e os novos governos requerem de alianças ou de pactos. Veremos em que acaba tudo isto.

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