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Quinta prorrogação, menos apoios

 

21/05/2020

A quinta prorrogação do estado de alarma se aprovou com mais votos contra que nunca pelo ‘não’ do PP, pela primeira vez, e porque alguns aliados do Governo, como, por exemplo, Compromís, votaram {sorprendentemente} contra. Mas os 10 votos de Cs, que repetiu o ‘sim’ em troca de que a prorrogação fora só/sozinho de 15 dias, e os seis do PNV inclinaram a balança a favor da continuação da {excepcionalidad}. Uma quinta prorrogação que continua a ser necessária quando três zonas do país seguem/continuam na fase 0, o 70% da população está ainda na fase 1, e ficam duas fases mais por alcançar.

O voto e a atitude de Cs foram os protagonistas da sessão. Em primeiro lugar porque condicionaram a duração da prorrogação pondo em evidencia a Pedro Sánchez, que anunciou por televisão um mês ou mais de período excecional quando não tinha as garantias nem os apoios necessários para consegui-lo. Esta marcha atrás para voltar aos 15 dias deveria servir para que o presidente do Governo fora mais realista, mais consciente da fraqueza parlamentar com a que tem que governar, e não se {precipitara} em lançar anúncios que logo não podem cumprir-se.

Cs foi também protagonista porque determinou o voto contrário dalguns dos aliados de Sánchez na investidura. ERC, Compromís e outros grupos acusaram ao Governo de um mudança de aliados que tanto/golo Sánchez como o porta-voz de Cs negam. Mas esses argumentos contra Cs, acusado/arguido de direita, indicam que se vota mais por questões estritamente políticas que valorizando a gravidade da crise sanitária e a necessidade inevitável de solucionar-la. O porta-voz de ERC, Gabriel Rufián, chegou a dizer que esta sessão se levava pela frente/por diante o espírito da investidura e a ilusão/motivação que criou, mas do mesmo modo se lhe poderia recriminar ter {echado} a Sánchez em mãos de Cs apresentando exigências extemporâneas e inaceitáveis pelo Governo quando o objetivo único é a luta contra a pandemia.

Não há alternativa razoável ao estado de alarma, como afirma a própria Advocacia do Estado num relatório/informe que Sánchez esgrimiu contra Pablo Casado. Mas a decisão estava tomada e o líder do PP endureceu ainda mais o tom que empregou faz duas semanas. À identificação de Sánchez com o caos, acrescentou a acusação de que atuava «como frango sem cabeça» e de que só/sozinho era capaz de proteger aos espanhóis com esta «bruta reclusão». Embora aproximou-se, Casado não chegou, como fez Santiago Abascal, a culpar diretamente ao Governo dos 27.000 mortos pelo {covid}-19 ou a chamar ao Executivo «criminoso/criminal».

Neste sentido, a posição de Cs de desvincular seu voto a favor da prorrogação duma posição política -embora o jogo/partido tenha recuperado o centro, mantém os pactos com o PP- é digna de elogio. Deveria ser uma lição para todos os partidos, para que entendessem que Espanha não se pode permitir este grau/curso universitário de crispação e de desunião na crise mais grave desde/a partir de a guerra civil.