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¿Quem pagará a conta?

Terá que subir impostos ao consumo e em troços de maior/velho rendimento eliminar certas bonificações

 

ALBERTO Hernández Lopo
22/05/2020

No meio das ultramodernos escritórios londrinos de {Lloyd}’s (que funciona como uma espécie de «saco/sacola/bolsa» de seguros) {encuentras} a «{Lutine} {Bell}». A sino, uma peça clássica, surge como um anacrónico aparecimento, no meio do imponente edifício e da movimentada ação. Fala de tradição e impõe respeito. Sua origem data de finais de século XVIII, quando o barco {HMS} {Lutine} se afundou com um único sobrevivente e com todo o seu carregamento, de grande valor, perdido. Somente pôde resgatar-se a sino. Transferida nessa altura a seu presente localização o mercado do centro de Londres, soa exclusivamente quando se produz uma importante catástrofe. A visita (habitualmente limitada ao público geral) conclui com um aviso ao neófito: seu som é o da responsabilidade. Agora é quando nos toca atuar.

Nosso sino como país tem soado, a consequência da crise do coronavirus. {Atravesamos} o olho do furacão da parte sanitária do cataclismo. E, sem solução de continuidade, nos {encontraremos} com a vertente económica da crise e as medidas de contenção. Aqui, nossa seguradora se chama Estado. Para isso estivemos pagando pontualmente nossas gratificações.

Essas «gratificações» som o grosso do origem dos rendimentos estatais, que depois {gastamos} consoante os orçamentos aprovados no Congresso. Acontece que se calhar {infravaloramos} o impacto do coronavirus na sociedade. E como consequência, na produção desses rendimentos. Em Espanha, temos comido diariamente com cifras de milhares de mortos, que significam famílias inteiras afetadas. Cidades inteiras se têm fechado por completo, e vivem uma abertura gradual que, em não poucas ocasiões, gera mais incertezas que seguridades. É impossível que não deixe uma tremenda pegada/marca, como bem avisava nesta semana Hernández de Cos, governador do Banco de Espanha.

Um efeito imediato (e {calculable}) é que o coronavirus tem {drenado} o bolso de milhares de empresa e milhões de pessoas, submetidas ao stress financeiro de um longo/comprido período de despesas sem capacidade (ou diminuída) de geração de rendimentos. Será impossível que enfrentem agora mesmo sobre/em relação a suas costas o peso da reconstrução económica. Seus «gratificações» se pagarão, mas inevitavelmente {decrecerán}. Pensar de outro modo é irresponsável desde/a partir de o ponto de vista político. Com uma taxa altíssima de desemprego, menos liquidez e um consumo interno diminuído e sem confiança (acanhado além disso pelo medo {inoculado} desde/a partir de o governo), ¿quem pagará a conta?

Espanha deverá financiar. Muito. Somente a despesa em desemprego e ajudas elevará tremendamente a fatura. Mas para isso temos o «seguro». Deverá recorrer a financiamento da forma mais barata e com maior/velho prazo possível. E isso somente o {encontraremos} na Europa (nesta semana o Banco Central Europeu já controlava o 35% da dívida do país), fiel aliado.

Mas é impossível que não exista {condicionalidad}. Aqui, de novo, tratarão de vender-nos tratar-se de «cortes». O qual por certo carece de sentido. ¿Realmente acreditam que a União e o BCE não sabem que Espanha necessita dinheiro precisamente para políticas sociais? Para isso emprestam, pelo que nos solicitarão ajustes.

É algo que devêssemos assumir sem necessidade de que aqueles que nos sustentam o demandem. A elevação da despesa público tem tudo o sentido na prestação assistencial (desemprego, famílias de menor recursos, sistema sanitário) mas deve implicar a urgentíssima redução noutras verbas/partidas (ação decisiva sobretudo a despesa político e duplicidades administrativas).

Espanha necessita investimento direto e incentivo de atividades para os criadores de emprego, empresas e autónomos/trabalhadores independentes. Requer de políticas específicas de liquidez condicionada a sectores chaves, segundo além disso sejam intensivos em capital humano (justo o contrário do socorrido «café para todos»).

Trata-se de {minorar} e {atemperar} o impacto no emprego, que ao mesmo tempo o tem no consumo e reduz a capacidade de arrecadação (não, «consumo» não é como pensa Garzón umas férias. É, sobretudo, compra de habitações/casas/vivendas, cabaz de compras, despesas escolaridades, etc).

Teremos que subir impostos ao consumo e em troços de maior/velho capacidade em rendimento e eliminar certas bonificações em sociedades, junto a flexibilização para empresas com menores recursos em seguros sociais e dívidas tributárias. Sim, nos toca a todos, porque tem soado a sino. Infelizmente, para alguns sempre é tempo de fazer política. Em minúscula.

*Advogado. Especialista em finanças.