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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

A Prova de acesso ao ensino superior do desatino


09/06/2018

 

Os factos/feitos acontecidos na Universidad de Extremadura nesta semana que têm implicado a suspensão de diferentes exames de Prova de acesso ao ensino superior (atualmente {EBAU}) e afetado a perto de 4.600 alunos requerem duma censura sem paliativos. A gravidade dos factos/feitos, que trazem aparelhado um transtorno muito alto em milhares de estudantes e suas respetivas famílias não é {menospreciable}, mas, além disso, deixam em causa uma instituição pública que devesse ser bandeira de correção e legalidade. Se devem depurar responsabilidades e procurar aos culpados, dado que está em jogo a imagem de toda uma Universidade e, por {ende}, da própria Comunidade da Extremadura.

Temos de ter em conta o que supõe esta prova para os estudantes que terminam Ensino secundário e querem cursar estudos universitários nos que exigem nota de corte. Passar a prova com um resultado aceitável resulta uma tarefa complicada, mas saber que a mesma não vale para nada e deve repetir-se provoca, como foi o caso, situações de ansiedade e raiva. As cenas de protesto dos alumnos vistas ontem nos campus de Cáceres e Badajoz, bem como no resto de distritos universitários da região, dão boa conta de isso. Há alunos que têm já planificadas entrevistas noutras universidades ou intercâmbios de verão ou simples férias que agora terão que {reprogramar}, com o transtorno que leva preparado tudo isso.

De todas as maneiras, se como parece não se trata de um ataque informático forasteiro, mas duma inserção errónea da prova numa site de acesso livre, se devem quanto menos corrigir estes mecanismos para futuras convocatórias, ao mesmo tempo que procurar os responsáveis de semelhante desatino. Não faz falta ser um treinador altamente qualificado para obter determinada informação da internet se esta, mesmo estando oculta, tem acesso livre.

A comissão organizadora, com independência da investigação interna que iniciou a Universidade e a Procuradoria por um alegado delito de descobrimento e revelação de secreto, devesse fazer ato de {contrición} e determinar que erro se tem podido cometer. É importante que no administrativo e no judicial se determine se houve culpa, mas também que estes factos/feitos não voltem a repetir-se nunca mais. {Echar} bolas fora ou deixar o assunto no esqueço nunca será uma a solução.

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