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Prorrogação e {desescalada}

 

DANIEL Salgado
12/05/2020

Se entende que o Governo –em relação à epidemia-- não partilhe o otimismo dos cidadãos, que acabam de cumprir a fase 0 da {desescalada}, {obedientemente}, e estão já, desde/a partir de ontem, acatando a fase 1, embora a fase 1, por enquanto, não obriga a todos. Está a responsabilidade, está o sentido de Estado, está a circunstância –incluída a pompa-- que exige governar um país, e mais nestas condições. E está, sobretudo, o sentido comum: o Governo deve recuperar-se imediatamente do êxito {achacable} a qualquer melhoria. Mas uma coisa é o otimismo, que é razoável {refrenar}, e outra muito diferente o {decaimiento}, que convem não exibir.

Assim, embora a gestão da crise esteja sendo inevitavelmente intuitivo e improvisado –sem guião e, o que é pior, sem «{deus} ex {machina}»--, nada justifica a desmoralização com que o Governo levou ao Congresso a renovação da prorrogação do estado de alarma. E não por culpa do PP, com cujo apoio sabia que não ia a contar embora tivesse depositado morta no cadeira à vicepresidenta Careca –em lugar de disfarçá-la de doente: máscara, poncho e luvas, faltou o termómetro-- a fim de {persuadir} a alguns deputados abstencionistas no último momento. Mais que na abstenção do PP, que está em seu direito a enganar-se, o desânimo do Governo só/sozinho podia proceder da confiança que mostrou sempre em que a epidemia manteria a unidade da turma política, como manteve até agora a unidade dos cidadãos. E bom exemplo disto é a falta de um «plano b», que descobriu que era preciso ter –nunca está de mais, sensatamente-- o dia em que lhe perguntaram ao presidente, antes do debate, qual era o «plano b» para reparar o possível contratempo de não contar com apoios suficientes. «Não há plano b», respondeu. Até três vezes o disse -- «não há plano b», «não, é que não há plano b», «não, nenhum plano b»--, como assimilando, como se na verdade estivesse perguntando: «¿É que era necessário ter um plano b?».

Mas se compreende que o Governo tenha um motivo maior/velho para não partilhar o otimismo, agora que as cifras da epidemia descem até o suportável: a {desescalada}. Demasiado depressa, demasiado despreocupada.

*Funcionário.