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Primeiro, a PAC

 

MERCEDES Morán
22/05/2020

A primeira política comum da União Europeia, a agrária, tem detratores e defensores desde/a partir de seu começo. Como em todas as grandes estratégias, não contenta a todos, mas o certo é que não só/sozinho tem contribuído ao desenvolvimento do território rural e o resto de benefícios que todos conhecemos, mas para além disso permitiu a manutenção duma estrutura agrária na Europa que lhe permitiu consolidar sua capacidade de abastecimento da população, garantindo que esta crise sanitária não se tenha convertido também numa crise alimentar.

Se algo temos visualizado com clareza é que, enquanto era patente a falta de disponibilidade de material sanitário para proteger-nos, a cadeia agroalimentar, no meio deste desconcerto, tem sabido organizar-se, reforçar-se e responder com rapidez para evitar a falta de alimentos. De não ter sido assim, o caos tivesse sido total.

Se fez com um grande esforço em primeiro lugar, pelos agricultores e pecuários, que sofrem uma crise de preços que põe em risco a viabilidade de suas explorações e estavam reivindicando na rua a rentabilidade de seu estreitamente, mas que voltaram a casa com seus tratores a trabalhar por todos nós.

No entanto, a pandemia tem agravado a delicada situação dalguns sectores. Os pecuários de ovino, de caprino e de suíno têm sofrido a queda/redução radical das vendas ao fechar-se a restauração e os hotéis, e o vinho e o azeite também estão a sofrer essas mesmas consequências.

As administrações não têm sabido responder ao esforço e à grave situação destes produtores; nem o fizeram com a crise de preço nem com a queda/redução das vendas que tem originado o coronavirus. Pedir a Bruxelas, pedir à PAC, é a única opção diante da negativa de pôr fundos autonómicos ou nacionais. E não só/sozinho não ajudam aos agricultores e pecuários, mas, além disso, mantêm uma campanha de desprestígio contra eles acusando'ls de exploradores e ordenando que inspecionem casos de «escravidão». Por certo, ¿alguém tem ouvido ao ministro Páginas, ao presidente Vara ou à conselheira de Agricultura rejeitar estas afirmações e sair em defesa do sector?

A Política Agrícola Comum, que supõe o 30% da rendimento agrário, que assegura os alimentos aos cidadãos, agora é a «{segundona}». Parece que os interesses som outros. Em Bruxelas se fala do Pacto Verde, o ministro fala da Lei do Alterações Climáticas, a Junta de economia verde e circular, tudo isso importante, não me cabe dúvida, mas de assegurar os fundos da PAC ¿quem fala já?

Temos de proteger e reforçar primeiro a PAC, a sobrevivência dessa estrutura que mantêm os agricultores e pecuários, porque eles som os primeiros interessados, mas o resto da população também. O temos aprendido nesta crise sanitária.

*Engenheiro treinador agrícola e deputada do PP.