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O preço da urbe

Madrid e Barcelona pagam seu êxito de extração demográfica à que submetem ao resto de Espanha

 

O preço da urbe -

JOSÉ L. Aroca
17/05/2020

Madrid e Barcelona continuarão na fase zero, ou na 0,5 como se tem chamado a esse estado no qual {sigues} oficialmente no ponto de saída mas te permitem fazer algumas coisas que os demais deixaram já atrás; como ir ao comércio, com cita/marcação/encontro prévia, e reiniciar atividades de bibliotecas, culturais em geral, velórios controlados e cultos religiosos, tudo isso com medidas de segurança e lotações reduzidas.

Enquanto na Espanha vista como deserdada, os municípios de menos de 5.000 habitantes, a liberdade de movimentos leva semanas vigente, sem horários, e quase tudo o repto/objetivo da Espanha rural ou esvaziada, a exceção de Castela e {Léon}, pode viajar sem restrições dentro da província, as grandes concentrações metropolitanas, as que entesouram riqueza e estreitamente qualificado de altos ordenados, começam a pagar, em seus habitantes, o preço desses atrativos.

A pandemia se tem desenvolvido de forma diferente em Madrid e Catalunha, em parte por suas próprias características, contra duma certa identificação entre elas bastante falsa já que estamos a falar no primeiro caso duma comunidade {uniprovincial}, onde praticamente toda a população se {condensa} num área metropolitana madrilena, uma {conurbación}, e no segundo duma entidade muito mais larga/ampla territorialmente.

Baste dizer que a densidade de população de Madrid multiplica praticamente por quatro à de Catalunha, o qual a efeitos epidemiológicos tem sua importância pela facilidade do contágio. A capital de Espanha tem funcionado quanto ao vírus, segundo algumas impressões prévias, como um verdadeiro foco expansivo da infeção dada sua condição de {metrópoli} europeia, e em consonância ‘{hub}’ de transporte aéreo internacional, algo isto último que partilha com outras {metrópolis} mundiais que se levaram o pior da epidemia: Milão, Paris, Londres, Nueva York…

Em Madrid começou antes o foco epidemiológico e indubitavelmente tem funcionado como núcleo contaminado em média Espanha dada sua condição de cidade central de serviços e atrativo viajante: tem arrastado a províncias de Castela-A Mancha como Toledo ou Ciudad Real, a castelhano e leonesas como Segovia, Ávila, Valladolid, e indubitavelmente à província de Cáceres, o que poderia explicar em parte porque é que a pandemia apresenta números tão desequilibrados em relação à de Badajoz.

Em Catalunha a onda epidemiológica foi posterior, mas já levamos um par de semanas em que é mais grave que em Madrid em todos os dados, com o agravante de que o comportamento da Generalitat foi de um certo ‘jogo’ {desconcertante} quanto às cifras que enviava ao Ministério da Saúde –nos primeiros dias, apesar de que se fechavam às nove da noite os mandavam às doze e contraditórios entre sim, e se produziram saltos inexplicáveis-, que finalmente parece ter corrigido com uma certa sensatez que não tem demonstrado, nem de longe, essa caprichosa, inqualificável, provocadora, irresponsável e irritante presidenta da Comunidade de Madrid chamada Isabel Díaz Ayuso; que tem condenado a zonas da comunidade, como pode ser a norte, ou a suleste, à mesma cela na qual tem metido, desconcertada e stressada, à população da área metropolitana madrilena.

GRANDES URBES, Barcelona, Madrid, que estão a pagar agora o preço de um certo “êxito” baseado na extração demográfica e económica à que submetem a essa Espanha que esvaziam de jovens sem futuro, convertidas em fabulosos centros de negócio das multinacionais, ou grandes empresas, espanholas e estrangeiras, do turismo, da distribuição, do negócio financeiro, da especulação imobiliária.

Cegos seremos, serão o Governo de Espanha e as forças políticas influentes, se não {sacamos} disto, entre outras, a conclusão de que o modelo nacional, no económico, no territorial, no demográfico, no ambiental, é insustentável.

* Jornalista