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{Portavoza}, ministra e feminista

 

Elena M. Chorén
17/01/2020

«Quando {Irene} Montero fala, a RAE chora». Assim resumem alguns a última reivindicação linguístico-feminista de {Irene} Montero, atual Ministra de Igualdade. Ela, a criadora de «porta-vozes e {portavozas}», agora fica só/sozinho com «Ministras» na hora de referir-se ao Conselho de Ministros na tomada de posse do seu cargo na segunda-feira passada. A Real Academia da Língua (RAE) nega que sejam corretas {gramaticalmente} ambas expressões. Mas a Ministra de Igualdade não parece estar preocupada pelas regras do linguagem e sim por introduzir na sociedade –embora seja à custa de receber/acolher críticas– todas as ideias que guarda no interior de seu recém estreada pasta. {Irene} Montero –»psicóloga, mãe e feminista», como ela mesma se define– e Yolanda Díaz, ministra de Estreitamente utilizaram «Conselho de Ministras» para referir-se à totalidade da equipa, formado por homens e mulheres. Não é «{gramaticalmente} aceitável», diz a RAE. Seria correto se somente estivesse formado por {féminas}, mas no momento que há homens, não vale. E se abre o debate. Uns o qualificam de «circo» ou de «idiotice» porque no castelhano existe «o género neutralizador, umas vezes associado ao masculino e outras ao feminino». Outros acreditam que Montero, ao dizer ministras e não ministros «faz o mesmo contra o que luta». Há quem lança um «{ole} por ela» e a {ovacionan} com uma enfiada de {emoticonos} de aplausos. A flamejante Ministra de Igualdade não respondeu ao aluvião de opiniões e críticas de todas os cores. Em sua mente seguro que ecoa essa conhecida frase {cervantina} que diz «{Ladran}, {Sancho}, sinal que {cabalgamos}».

INSENSÍVEIS

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Luis Cabaneiro Santomé

Lugo

La vida humana pierde día a día valor para los mandatarios que rigen los destinos del mundo, conscientes de que ouvimos, vemos, mas quase sempre calamos; nossa pele, curtida pela acumulação de acontecimentos, faz com que nos {resignemos} a ser moeda de troca para quem move o mundo a seu antojo e, ainda assim, dependerá do número de vítimas que seja vingança ou escaramuça sem mas.

176 vítimas de um «erro» enquanto os seus pais, filhos, amigos, ainda divisavam no horizonte a notícia de hoy, a de amanhã será, sanções económicas ao povo/vila que dormia tranquilo na sua casa enquanto seus dirigentes disparavam mísseis a um avião comercial, e a dramática expulsão duns diplomáticos com a sua família de território hostil.

Cada dia é mais complicado que o ser humano reaja de um letargo que, mesmo se o mundo colapsasse amanhã, só/sozinho se alarmaria ao não soar/tocar o despertador. Fica saber qual será essa notícia do dia que nos faça reagir e voltar de novo a sentir.

INSENSÍVEIS

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Miguel Fdez-Palacios Gordon

Madrid

{Broncas}, insultos, ameaças, apelos à intervenção militar... este apocalíptico delírio acontece quando as urnas não favorecem às direitas. Lhes {desuela} não estar em tempos de Franco, quando o poder/conseguir lhes pertencia «pela Graça de Deus» e lhes transtorna tão tremenda {apostasía} do eleitorado.

E, para recuperar o poder/conseguir {maquinan} um relato cada vez mais aceso no qual estendem a dúvida de legitimidade e {claman} {sediciosamente} a um «levantamento popular contra o Governo traidor, ilegítimo e inimigo da soberanía nacional». Mesmo o ‘{Financial} Times’, diário/jornal económico conservador, afirma que «uma parte da classe política» –imaginem qual– «voltou a cair na animadversão e a polarização que precedeu à Guerra Civil».

Acreditam que Espanha é de sua exclusiva propriedade e sua carência democrática lhes impede aceitar um Governo legítimo votado por milhões de espanhóis que, mau que lhes pese, se ocupará do que incumbe à pessoas, incluída Catalunha.

Sejam firmes, não daninhos.