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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

¿Poderemos andar em paz?

MARIAN Rosado
10/06/2018

 

Fim-de-semana. Noite fechada. {Necesitas} voltar a casa. E a história se repete. Para mim e para todas as mulheres que conheço. Os anos passam, pode que {cambies} de cidade, de bairro, de ambientes... Não importa. Teu liberdade e teu direito de caminhar pela rua a certas horas se converte num aperto.

Te {has} tomado tuas taças no bar e te apetece caminhar, tomar o ar, voltar a casa tranquilamente. Pois não. {Espérate} que já nos vamos... «¿Porque é que não {dejas} que (amigo x) te acompanhe?»... «Pega um táxi»... «Nem se te aconteça ir só».

E como adolescentes {seguías} os conselhos, {sometías} teu vontade e tua vontade ao ‘sentido comum’ dominante. Uma década depois, já não te dá a ganha. Te {vuelves} mais segura de ti, e também mais temerária, mas chega um ponto que viver sem medo se converte numa postura, numa forma mais de luta.

Ora bem, a valentia vai com restrições. {Echas} a caminhar pelas rotas mais concorridas, que tenha movimento de pessoas, luz. Te {acercas} a pessoas que te inspirem confiança, normalmente mulheres, num gesto que certamente seja recíproco, te {alejas} ou {reculas} se {ves} um grupo de homens, que perde algo de sua perigosidade se {descubres} raparigas entre eles, {aceleras} o passo quando te {descubres} só na passeio/calçada.

Já fica pouco/bocado, já {llegas} a casa, ¡missão cumprida! «{Chsss}, linda, olá, ¡{hey}! ¿que tal?». Não levo uma estatística própria, mas apostaria que a situação se me tem vindo repetindo na maioria de trajetos.

O que nos {preguntamos} todas é ¿porque é que? Há quem dirá: «mulher, que exagerada, se não te fez nada». Certo. Mas a pergunta é que ganha esse senhor chamando minha atenção -ou a de qualquer mulher que se lhe passe pela frente/por diante-. ¿Quantas mulheres se param a falar com um desconhecido numa rua deserta no meio da noite? Diria que entre poucas e nenhuma. Nessa altura, ¿que ganha esse senhor? ¿{Podréis} entender que para o que vocês pode ser divertido ou anedota a {nosotras} nos põe em alerta perante uma ameaça real? ¿Que não podemos saber se num par de segundos nos {vais} a tentar empurrar contra um portal ou simplesmente sois {imbéciles}? O acosso de rua é a expressão mais leve e ao mesmo tempo mais básica na violência contra a mulher. É o momento de erradicá-lo, que deixe de ser outro dos {sinos} que nos toca sofrer durante toda a vida. {Parad}. {Dejadnos} andar em paz. *Jornalista.

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