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Pobreza e dependência

 

ANTONIO Galván González
16/05/2020

Quando a pobreza e a fome som uma realidade, o Estado não deve olhar para outro lado. Mas as soluções para combater a miséria sobrevinda não podem reduzir-se à distribuição de esmolas. Pontualmente, e diante da emergência social, é razoável a concessão de ajudas diretas a {nichos} de população que carecem dos meios mínimos para subsistir de maneira digna. Mas estas soluções não podem estender-se no tempo de maneira indefinida, nem outorgar-se sem fiscalizar as contas de aqueles que optam a elas, porque se corre o risco de gerar uma dependência estrutural e de estimular a picaresca. Por isso, se se quer alentar a volta à normalidade, essas soluções têm que evoluir imediatamente até o modelado do contexto, para favorecer o desenvolvimento pessoal e familiar pela via da reativação do mercado laboral e da atividade empresarial. Este é o único modo de recompor um Estado do Bem-estar sólido, esse que só/sozinho pode forjar-se quando a cidadania goza de independência económica, quando não subsiste subjugada pelas {coimas} governamentais. O Estado deveria, portanto, ajudar às famílias afetadas pela paralisia derivada da pandemia para que não passem fome, para que sigam/continuem tendo um teto baixo/sob/debaixo de o que abrigar-se, e para que não lhes faltem os fornecimentos básicos. Mas esse mesmo Estado não pode condenar às famílias a uma dependência perpétua da subsídio público. Deve articular alternativas de futuro práticas e reais. Entre outras coisas porque o modelo de rendimentos mínimos seria insustentável se se estendese para além de uns meses vista. E porque todos sabemos que essas ajudas, no fim, acabam sendo injustamente {detraídas} das pensões dos jubilados que se deixaram a pele trabalhando durante toda uma vida, dos ordenados duns empregados públicos que têm sacrifícado muito tempo e enormes esforços para conseguir uma praça/vaga de funcionários, e dos ordenados e legítimos benefícios dos {curritos}, autónomos/trabalhadores independentes e empresários de todos os sectores. É que isso de que a esquerda costuma ser solidária com o dinheiro dos demais, ou de que anseia a redistribuição dos bens alheios, não som simples lugares-comuns, mas verdades maiúsculas. Mas nunca é tarde para emendar-se. Os que governam têm a oportunidade de fazê-lo agora. Poderiam começar emagrecendo o Conselho de Ministros mais numerosos de todos os conformados nas últimas quatro décadas, ou {espulgando} a inabarcável plantel/quadro de assessores que lhes assistem. Nessa altura, no hipotético caso de que o fizessem, poderiam demandar sacrifícios coletivos. Entretanto, deveriam ficar caladinhos, e ir pensando em deixar passo a uns gestores que se preocupem mais pelas contas públicas e o bem-estar social, e menos pela implantação duns preceitos ideológicos inúteis face à doença, a morte e a ruína económica. H*Diplomado em Mestrado.