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Pessimismo económico e tábuas políticas

 

18/05/2020

A principal conclusão da sondagem do {GESOP} para EL PERIÓDICO, realizada entre o 11 e o 15 de Maio, é que cresce o pessimismo sobre a situação económica enquanto o mapa político se mantém praticamente congelado, com uma subida do PP, mas não à custa do PSOE, mas de Vox, que apenas modificaria as soluções possíveis para a governabilidade. Se no início desta série de sondagens, a semana de 23 a 27 de Março, só/sozinho um 30,5% dos consultados acreditava que a recuperação económica tardaria mais de dois anos, frente a um 36,8% que a esperava para antes de um, agora a expectativa que supera os dois anos se dispara até ao 44,7%, enquanto os otimistas descem até ao 16,6%.

É destacável observar as expectativas pessoais. Os espanhóis se resistem a relacionar sua visão negativa do contexto económico com o impacto que terá em sua vida laboral. Evidentemente, a saco/sacola/bolsa de pessimismo se concentra entre os desempregados/parados, mas som uma minoria os trabalhadores em ativo, ou afetados por um {erte} temporal, que acreditam que há muitas possibilidades de perder ou não regressar a o seu posto de trabalho. Seria uma boa notícia que a evolução da economia, ao ritmo da {desescalada} do confinamento e ainda com a proteção do mecanismo do {erte}, confirmasse essas expectativas de estabilidade laboral. Se quando saibamos em que consiste a nova normalidade acontece o contrário, significaria um duro despertar com consequências ainda imprevisíveis. Apesar das protestos que começam a ver-se nalgumas ruas, os dois meses de estado de alarma apenas fizeram {mella} nos espanhóis em sua atitude na hora de aceitar o confinamento, confessando-se quase unanimemente preocupados ou muito preocupados.

E quanto à valorização do Governo, também sofre escassas variações. Desde/a partir de o princípio, se impunham ligeiramente os que qualificavam sua atuação de má e assim segue/continua agora: um 37,1% a vê mal; um 32,5%, bem, e um 27,2%, nem bem nem mal, pelo que o Executivo de Pedro Sánchez não sai tão mal qualificado entre a opinião pública como pareceriam indicar a crispação política e parlamentar. Uma prova de isso é a estabilidade do mapa político. A situação parece, por enquanto, estabilizada. O PSOE voltaria a ganhar as eleições com um resultado similar (118-121 assentos parlamentares) e um 27,5% dos votos. O PP subiria entre 10 e 13 deputados, mas sua promoção é à custa de Vox, que perderia entre 4 e 7. Um recuo similar sofre UP. O resto de partidos mantém seu resultado.

Se a expectativa do PP ao abraçar os modos mais extemporâneos de Vox é a de não deixar-se arrebatar a liderança duma direita extrema, a jogada pode que esteja tendo um certo rendimento. Não parece o mesmo se do tratar-se é de aparecer como uma alternativa responsável e viável de governo. Também não deteta a sondagem movimentos na fronteira entre um PP radicalizado e um Cs que tem optado por um tom construtivo: se calhar seja cedo. Mas seria preocupante que o ambiente político não premiasse a primeira atitude, e não a segunda.

Do conjunto/clube do sondagem se pode deduzir que a valorização da atuação das administrações, e a partir de ela as expectativas de voto, depende mais bem duns {aprioris} ideológicos e umas afinidades políticas que não se têm alterado apenas e que filtram e condicionam enormemente visões díspares da realidade. Uma dinâmica de blocos que se calhar mesmo se tenham consolidado ainda mais. O aparecimento do sectarismo na rua e nas redes sociais não é uma boa notícia quando não há alternativa (razoável pelo menos) à necessidade de alcançar uns acordos de reconstrução do país que som tão necessários.