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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

O penúltimo comboio

ANTONIO Galván González
09/09/2017

 

Soa, em nossa terra, desde há uns meses, um coro que repete, insistentemente, que «Extremadura merece um comboio digno». E o certo é que, a todas essas vozes que o reclamam, não lhes falta nem um ápice de razão. Porque merece-o, e necessita-o. Mas não merece-o, nem necessita-o, desde anteontem, nem desde há três ou quatro meses. Merece-o, e necessita-o, desde há décadas. E alegra, portanto, contemplar a cidadãos anónimos, e a representantes da sociedade civil, levantando a voz para {clamar} por umas infraestruturas ferroviárias dignas.

Mas {sonroja}, no entanto, ver aos membros do jogo/partido que governa nossa terra desde há décadas, e a alguns de seus máximos referentes históricos, querendo's situar à frente de concentrações e manifestações, ou {afeando} a conduta àqueles que começam por reclamar um comboio digno («somos pobres até para pedir», disse Ibarra). E {soliviantan}, tanto/golo esta atitude desabafada como as palavras {envalentonadas}, porque, aqueles que as {desembuchan}, têm tido perto de três décadas para reivindicar, pelo menos, esse comboio digno. E não o fizeram. Não têm quebrado vidros. Nem sequer têm dobrado colheres.

Se têm conformado, durante tudo esse tempo, com contemplar como os extremenhos viajavam em émulos dessas diligências que percorriam o distante a oeste entre flechas e balas. Mas ¿porque é que?

Pois, simples e {llanamente}, porque coincidiu que, aqueles que governavam durante a maior parte dos seus respetivos mandatos, eram os {jefazos} do seu partido. E, a esses, no que a este tema {respecta}, não foram capazes nem de tossir-los. Fez falta a chegada, e colonato, de um novo inquilino --de outro ‘cabelo¡-- a La Moncloa para que se lhe despertassem as pressas ferroviárias a nossos gerifaltes. E não é que não corra pressa o assunto do comboio para Extremadura, que o corre, ¡vá que sim a corre!

Mas também o corria quando governava Zapatero, que foi o que comprometeu-se a que ¡em 2010! estaria terminado.

Por isso: que eles tiveram seu momento, e não o aproveitaram, que perderam toda a credibilidade, e não podem reclamar nada, depois de/após sua trajetória {silente}. Que, embora o persigam com {ahínco}, não vão a poder/conseguir pendurar-se a medalha de fazer chegar um comboio digno, ou um TGV, a Extremadura.

Porque, se se consegue, será porque a cidadania extremenha se faça ouvir, sem padrinhos políticos nem sindicais. Já terminou a hora do oportunismo.

Se calaram, quando podiam ter falado, se se submeteram, quando podiam ter-se revoltado, que não nos venham agora com {milongas}. Porque os extremenhos, por fim, vamos tendo claro que não podemos perder nenhum comboio mais. Porque nós, e só/sozinho nós, podemos ser proprietários do nosso destino. Porque ninguém vinho, nem virá, a tirar-nos as castanhas do fogo.

* Diplomado em Mestrado

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