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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

Pátria ou morte

O separatismo é cobarde e {ventajista}. Mesquinho, miserable e tacanho

FERNANDO Valbuena
09/09/2017

 

Espanha. ¿Que é Espanha? ¿Uma língua, uma religião, uma raça? Nada disso é Espanha. Naturalmente, também não é o rumor da fonte, nem o vento nos {trigales} da {niñez}.

Espanha não é, nem sequer, uma história em comum. Espanha também não é, embora pudesse parecerlo, uma pele de touro à intempérie. Espanha tem certas coordenadas de tempo e espaço, mas não é nem o um nem o outro. Ambos dois, tempo e espaço, são meras circunstâncias. Espanha é uma santa irmandade. A mesma santa irmandade que nos levanta, que nos {crisma} como povo/vila, que nos sustenta e que nos faz, entre os povos/povoações, povo/vila.

Espanha é, entre os espanhóis, o juramento de não abandonar ao caído. A mão estendida e o hoje por ti e amanhã por quem o necessite. E, vista desde fora, Espanha é uma maneira de ser entre os homens. Não queria citar-lhe, mas não há melhor definição de Espanha que a que alumiou José Antonio: «Espanha é uma unidade de destino no universal». Não há outra verdade tão funda. Somos assim, porque assim nos vêem.

¿É Espanha uma pátria? ¿Que é uma pátria? A pátria é o juramento que une ao homem com os outros homens. «Nada importa sua vida anterior, mas juntos, {formamos} bandeira,...», cantam os {legionarios}, e cantam bem.

Espanha não é, nem sequer, uma bandeira de cores; as bandeiras, e até os cores, vão e vêm. Espanha é um juramento que nos faz bandeira; a bandeira íntima do combate nosso de cada dia. A bandeira que se te {anuda} às tripas. A que te afoga o pranto quando morre teu pai. Pátria é só/sozinho aquilo que merece entregar a vida por ela.

Tenho pelos separatistas um fundo respeito, o que me dita a razão. Tão fundo que só/sozinho é mais fundo o desprezo que me manda tê-los o coração.

O separatismo é cobarde e {ventajista}. Mesquinho, miserable e tacanho. Os que ontem estiveram a nosso lado, hoje {echan} contas e acreditam conveniente abandonar aos feridos no campo do diário/jornal batalhar.

O separatismo não é a fonte, nem o vento, nem a {sardana}, nem a {moreneta}; o separatismo é a usura, são os caudais em rebeldia, o salve-se quem puder e se te tenho visto não me acordo. O separatismo é sempre coisa dos {acaudalados}; dos poderosas, dos envenenados pelos poderosas e dos nascidos para o ódio. Separatistas e também separadores. Que ninguém esqueça também não a aqueles que desde as mais altas magistraturas de governos {claudicantes} têm alimentado à besta. Quarenta anos de renúncias, de não querer ver, de não dar a cara. Esses foram, são, os separadores. Separadores e também separatistas. Quarenta anos ensinando a odiar, quarenta anos {blasfemando}, quarenta anos cuspindo sobre/em relação a aquele antigo juramento de irmandade. E agora já, ¡lástima!, ninguém sabe como recolher a leite derramado.

Agora se invocam constituições, tratados e tribunais. Nada disso é Espanha, e por nada disso se morre.

A constituição que hoje {ensalzamos}, amanhã será menos que nada. O patriotismo não é nunca constitucional. O patriotismo nem tem apelidos, nem tem deus, nem tem {amo}. ¡Que pena me dão todos os pobrezinhos {leguleyos} que invocam leis e pareceres porque não têm {bemoles} para invocar a sagrada unidade de Espanha! Espanha é um juramento sagrado.

O mesmo que pronunciou meu pai. O que eu não {pronuncié} por inútil, e agora, inútil e velho, lamento pronunciar sem ter juventude para poder/conseguir entregar a vida inteira no altar da pátria.

Construir esta santa irmandade custou séculos. De Cartagena a {Compostela}, de {Cadaqués} a {Portimao}. {Recordad} porque é que morreu o capitão Gonzalo Suárez. {Recordad} que as belas unidades são sagradas. ¡{Ay} de quem atente contra elas! ¡{Ay} de nós se não sabemos defendê-las!

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