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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Pandemia global, crise mundial


12/03/2020

 

Oficialmente, o {covid}-19 já é uma pandemia global. A Organização Mundial da Saúde informou ontem de que se registaram mais de 118.000 casos em 114 países e 4.291 mortes por causa de a expansão do coronavirus desde que foi detetado pela primeira vez em China. Em Espanha, Saúde estima que a crise do coronavirus durará entre um mês e meio e quatro meses, no cenário mais pessimista. A bateria de decisões das administrações sanitárias para tentar quebrar a cadeia de contágio, unidas às {afectaciones} {econónimas}, ao pânico financeiro e à paralisia produtiva, ameaçam com converter a epidemia numa crise económica mundial que a presidenta do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) não duvidaram de comparar com a de recessão de 2008. Outra crise quando na Europa ainda se notam as consequências da recessão que marcou a {decada}.

Ao pouco/bocado de chegar a a presidência do BCE, Lagarde se enfrenta a uma dura prova. O BCE reúne-se hoy sabedor de que o Reino Unido tem lançado um plano de 34.000 milhões de euros para sustentar a economia diante da crise do coronavirus e, ao {igualque} a Reserva Federal, tem anunciado uma descida de taxas de juro. A Comissão Europeia tem anunciado um fundo que mobilizará 25.000 milhões mas que hoy só/sozinho tem assegurados 7.500. Não parece que seja o que tem em mente Lagarde quando insta a atuar aos Estados.

Nestes tempos tão complexos ecoa o «O que seja necessário» de Mario Draghi. O disse Pedro Sánchez e o repetiu Angela Merkel. O investimento pública no sistema sanitário (o FMI instou ontem a Espanha a fazê-lo) e a injeção de despesa pública na economia som receitas inevitáveis. O caminho a seguir/continuar, como já tem indicado Sánchez, é que a CE e os países da eurozona procurem fórmulas para explorar a flexibilidade do pacto de Estabilidade e as exceções às ajudas do Estado. Os objetivos estão claros: reforçar os sistemas sanitários diante da pandemia, evitar ao máximo possível despedimentos e a falência de empresas, e oferecer prestações aos pais que fiquem em casa para cuidar aos meninos sem escola. O clássico pulso da política europeia entre a austeridade e as políticas expansivas vive outro episódio num momento crucial para a economia do continente.

A vida quotidiana já se tem visto perturbada, e as cancelamentos em cascata de atos desportivos, culturais e eventos de todo o tipo não fazem mais que acentuar a sensação de {excepcionalidad}. As proibições som medidas necessárias para cortar/fechar a cadeia de contágio, e cabe confiar no bom sentido das autoridades sanitárias ao impô-las. Não é fácil encontrar o equilíbrio entre as duas crise, a sanitária e a económica, sobretudo quando qualquer desequilíbrio num sentido ou outro pode agravar-les.

É por isso imperativo nestes momentos que a cidadania mantenha a acalma. Não há risco de {desabastecimiento} nos supermercados, nem motivo para a histeria. De facto, a sobreatuação, a exagero e as atitudes {incívicas} não fazem mais que piorar uma situação de per si grave. É responsabilidade das administrações informar com transparência e dotar de recursos aos serviços públicos, e dos cidadãos seguir/continuar as instruções das autoridades sanitárias. Está em jogo a saúde, sobretudo dos mais vulneráveis, mas também o bem-estar económico nesta epidemia global que se está convertendo numa grave crise mundial.

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