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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

Otro buraco na Uex

5.000 rapazes em dança por culpa de um erro que bem daria para que dimitisse o reitor

JOSÉ L. Aroca
10/06/2018

 

A Universidad de Extremadura não estava precisamente para atirar foguetes quando saltou o escândalo. Quase 5.000 estudantes, candidatos/candidatas a sê-lo na UEx, com exames de Prova de acesso ao ensino superior anulados porque uma professora pôs por erro os exames numa pasta oculta mas de acesso público, localizável na internet e nesses {vericuetos} do mapa web tão útil sempre para encontrar o que alguém deseja que não esteja à vista.

Cinco mil rapazes em dança por culpa de um grande erro que bem daria para que dimitissem o reitor e todo o seu plantel/elenco sem excessiva demora. Pela magnitude e transcendência de um erro que agora custará mais dinheiro público tratar de remediar –organização de novas provas, deslocações de examinandos que teriam de ser compensados embora já veremos como-, e pelo castigo a uma Universidade já previamente em embaraços.

Baixa continuamente a matrícula na UEx, muitos alunos preferem estudar noutros campus de mais prestígio. A Junta conta com lupa o dinheiro que transfere à Universidade, quase todos os anos há regateio, possivelmente porque não está contenta com seu rendimento, com certas práticas internas, pela fuga de alunos de segundo de Ensino secundário rumo a Madrid, {Sevilla}, Salamanca…

Algumas plataformas estudantis têm mobilizado bem o protesto pública contra a decisão de repetir as provas. Nalgumas fotos não aparecem muitos alunos tendo em conta que falamos de quase 5.000 afetados, mas a indignação é extensa, o ruído causa efeitos –e gestos como o duma estudante em Cáceres a quem o zanga pinta num atitude terrível-, e bem fazem os partidos políticos mais a Junta em exigir com dureza responsabilidades no uso do dinheiro público, e no trato ao esforço destes jovens.

AGORA, nestas semanas de corrida/curso por fazer-se com boas notas de corte e aspirar a faculdades prestigiosas, perderam metros, e uma de suas queixas é precisamente, para além da incerteza pelo novo exame, a demora que podem padecer na hora de matricular-se e estar o quanto antes nas listas de espera.

Quatorze pessoas entraram na pasta e tiveram acesso aos exames, se supõe que no mínimo outras dezenas mais o teriam também. A dúvida é se, mesmo provocando uns {males} como é a repetição, é legítimo dar por válidos uns resultados sobre/em relação a os que existem dúvidas fundamentadas de que alguns jogavam com vantagem.

{Moralmente} não estaria bem deixar que se {salieran} com as suas aqueles que se examinaram entre outros muitos mas com a lição aprendida. Certamente não fica outra que repetir as provas, mas a exigência e aplicação de responsabilidades, chegando ao reitor e seu plantel/elenco é inevitável, de forma que Ciudadanos já pediu a comparência de Segundo Píriz na comissão de Educação da Asamblea de Extremadura.

Este {bombazo} que estourou na quinta-feira oculta em parte a análise do novo Governo de Pedro Sánchez e a situação da Extremadura no novo panorama. O político madrileno fez um Executivo seu, sem cotas territoriais, embora neste segundo plano há uma leitura interessante na promoção de Carmen Calvo como vicepresidenta e María José Montero como ministra de Finanças.

CARECA é em Andaluzia a liderança {antitético} da ‘sultana’ {Susana} Díaz; são várias federações provinciais, no oriente andaluz, as que optariam mais por Calvo, e além disso Sánchez tem extraído do Executivo de {Susana} Díaz a sua conselheira de Finanças. Um gesto face ao financiamento autonómica face ao bloco e {lobby} nacionalista, e uma sementeira/semeia de dúvidas –compensação ou captação- nas filas da que foi rival de Sánchez nas primárias.

Um Governo central, nacional, com pessoas muito solventes, algumas delas autênticas jóias no político como Carmen Calvo ou Josep Borrell. Mas um Executivo de 17 pessoas, com vários independentes, que tem como repto/objetivo funcionar como plantel/elenco, de coesão em ideias e ideólogo, e consciente de que tem um jogo/partido detrás.

* Jornalista

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