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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Ordenados

O défice não pode seguir/continuar aumentando, ou te intervêm, e nessa altura é muito pior; para além de frustrante para o coletivo, resultaria politicamente explosivo

JOSÉ L. Aroca
08/03/2020

 

Alguma vez tinham em certa maneira que partir-se as costuras, e aconteceu. O Governo regional decidiu aplicar nesta semana em seus termos o acordo com os sindicatos de funcionários e pôr sobre/em relação a a mesa que não há dinheiro para tanto/golo. O ordenado subirá um dois por cento, sim, mas não há para manter uma jornada semanal reduzida em horas de turma para os professores, nem para pagar um nível novo de carreira profissional em escritórios e Serviço de Saúde.

As contas se lhe têm desbocado à Finanças regional e as primeiras previsões dizem que no passado ano sofreu um défice orçamental do um por cento do produto interno bruto, dez vezes mais do autorizado pelos acordos Bruxelas-Madrid, no transferência que o Governo nacional faz às autonomias dos pactos europeus.

As comunidades som o {patito} feio do conjunto/clube despesas-rendimentos públicos e assim apresentam os piores dados de défices, agravados na Extremadura por uma escassez de atividade económica da que som provas o reduzido do nosso PIB per capita –acabam de sair os dados europeus e só/sozinho {superamos} a Melilla, Ceuta e o resto de autonomias acima--, umas cifras de desemprego e subemprego que não melhoram, e um êxodo tristíssimo dos nossos jovens a melhores lugares.

As Câmaras Municipais em geral apresentam melhores números que as comunidades e sobretudo mais competências fiscais, em tributos tão potentes como o {IBI}, tudo o relacionado às licenças de obras e urbanísticas, o mundo do automóvel (rodagem, vau, zona azul); as assembleias provinciais, pelo menos as que temos perto, Badajoz e Cáceres, registam superavit..., enquanto os défices da Junta não deixam de crescer arrastados por uma saúde sobre/em relação a a que o presidente Fernández Vara e o vice-presidente e conselheiro José María Vergeles {claman}, mas Espanha é um vazio sem eco.

Após os cortes do Governo de Rajoy e aqueles anos do ministro Montoro e à beira de a intervenção, os empregados públicos têm recuperado um bom número de direitos segundo admitem os sindicatos, e em 2018 quando já tinha melhorado a economia e nas fim de ambos dirigentes assinou-se um acordo {trienal} com os representantes dos trabalhadores, que logo se transferiu com firmas/assinaturas territoriais nas comunidades.

O cumprimento daquelas medidas, que se fizeram efetivas em 2018 e 2019 da forma progressiva prevista, se tem {trastocado} no que diz respeito a Extremadura agora mesmo. Tanto/golo no acordo quadro nacional, como no autonómico assinado em cada lugar, as melhorias estavam condicionadas à saúde orçamental da Finanças respetiva e aqui o vírus é cada vez mais profundo, com pelo menos 200 milhões de euros de mais que leva-se a saúde, o SES, diminuindolo doutras verbas/partidas sociais, ou culturais, como revelou o presidente Vara.

A Finanças extremenha não tem tido mais margem. As disputas internas entre comunidades também estão influindo, pois desde/a partir de outras mais saneadas, mas com os professores públicos dando 20 horas de turma semanais, se põe como mal exemplar o da Extremadura, com desfasamentos económicos importantes, mas na qual já se tinha recuperado o objetivo de 18 horas letivas, pelo que os docentes deverão dar o ano que vem uma mais, 19, deixando de contratar assim aos 230 interinos que estão a trabalhar durante o curso atual.

Os professores mantêm uma carreira profissional, mediante complementos, que nem sequer Rajoy recortou, mas se adiará agora o pagamento das que se tinham prometido a Administração geral (escritórios) e Serviço de Saúde. Todos receberão pelo menos um dois por cento mais com efeito retroativo desde/a partir de Janeiro, e segundo vá o orçamento regional Junta e sindicatos irão analisando a possibilidade de essas dois melhorias.

Não há mais jogo, senhores. Se diz quando o assunto não dá para mais. O défice não pode seguir/continuar aumentando, ou te intervêm, e nessa altura é muito pior; para além de frustrante para o coletivo, resultaria politicamente explosivo. A Junta se tem tido que guardar essas promessas eleitorais.

*Jornalista.

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