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El Periódico Extremadura | Domingo, 26 de janeiro de 2020

Orçamentos, mobilidade, caça

Falar de desaceleração é um eufemismo político, vamos uma mentira

JOSÉ L. Aroca
08/12/2019

 

Nesta semana o projeto de Lei de Orçamentos da Extremadura 2020 começava a tomar corpo de realidade com sua aceitação por parte do Parlamento regional após superar sendas emendas de totalidade, apresentadas por Partido Popular e Ciudadanos.

Ambos partidos do campo da direita –enquanto Cs não demonstre o contrário, embora alguns sintomas está a dar- se votaram mutuamente, somaram seus 27 deputados para tentar devolver o projeto de contas à Junta e que faça outro, numa coincidência que do outro lado, o da esquerda, se deu também mas de forma mais surpreendente e viria a indicar uma mudança nas estratégias e as atitudes.

Unidas por Extremadura, a coalizão que lidera {Irene} de Miguel em nome de Podemos, Izquierda Unida, Extremenhos e {Equo}, votou contra essas emendas de totalidade, e a favor do projeto orçamental do PSOE de Fernández Vara, algo inédito dado que antes, embora era Podemos em solitário, abundou em emendas de totalidade, e em circunstâncias normais perante um Orçamento promovido pelos socialistas extremenhos se teriam {abstenido}.

Bem é certo que De Miguel expressou suas dúvidas perante as contas, por exemplo com os rendimentos previstos como também fizeram PP e Cs, e sobretudo anuncia que tentarão melhorá-las e depois vigiar seu cumprimento.

A estas alturas do jogo/partido, a escala estatal, onde PSOE e Unidas Podemos estão dispostos a tirar uma investidura de Pedro Sánchez, e um período de governo o mais prolongado possível, é muito provável que Unidas por Extremadura introduza emendas nas contas extremenhas e possivelmente estas, em Janeiro, sejam aprovadas pelos mesmos 38 votos a favor (34 PSOE, 4 {UPE}) que nesta semana têm inclinado as emendas de totalidade da direita.

As contas, não obstante, seguem/continuam proporcionando a incógnita de se chegarão os rendimentos previstos pela Junta nelas, que permitam fazer frente aos despesas. Se fala desde/a partir de a oposição/concurso público do IVA, das investimentos estatais, da arrecadação por IRPF, como verbas/partidas incertas já que estamos em plena travada económica, da intensidade que seja –falar de desaceleração é um eufemismo político, vamos uma mentira, porque se {reduces} velocidade não podes estar acelerando-, mas por outro lado também há sinais confusos: em Outubro e Novembro voltou a aumentar a venda de carros/automóveis em Espanha, se bem foram empresas e casas de aluguer dado que as compras dos particulares se têm reduzido.

Por outro lado IVA são em parte liquidações de {bonanzas} económicas anteriores, tal como a arrecadação por IRPF, outro tributo que se liquida com atraso, pelo qual, embora não se cumprissem todas as previsões, também não seria a catástrofe que desde/a partir de enfrente se anuncia.

O maior/velho entendimento também na região de PSOE e Unidas Por Extremadura não retira que esta última siga/continue marcando seus sinais de identidade. Seu líder e porta-voz parlamentar, {Irene} de Miguel, foi dura com o assunto da menina sueca {Greta} {Thunberg}, e proclamado que lhe tem dado uma ‘bofetada’ à Junta ao ‘rejeitar’ o carro/automóvel elétrico oferecido para ir de Lisboa a Madrid. Um assunto, a mobilidade elétrica, no qual nos estamos {liando}, tanto/golo com o lítio das baterias, como com uma eletricidade que pode mover comboios, sim, mas que não toda é de origem renovável. E, todos somos partidários do transporte público, mas não sempre é possível.

Embora o desencontro maior/velho é o acordo de pedir a declaração das montarias e {rehalas} como bem de interesse/juro cultural, rejeitado por {UPE} e apoiado por PSOE-PP-Cs, um assunto que dará mais que falar. Se supõe que se as declaram, toda montaria que você e eu nos {encontremos} um ‘{finde}’ desde/a partir de Outubro até Fevereiro, em qualquer povo/vila, com esses todo-o-terreno amontoados no cruzamento de estradas para o pequeno-almoço, e toda a parafernália consequente durante horas, é um ato de interesse/juro cultural. {Quedo} estupefacto.

* Jornalista

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