+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Ondas e sentido comum

Com independência das medidas {anti}-{covid} impostas, deve atuar-se com cabeça porque as últimas cifras em Espanha alarmam

 

Ondas e sentido comum -

ANTONIO Cid de Rivera
26/07/2020

Isto do {covid} vai ser como as ondas do mar, que quando {crees} que {has} saltado uma vem outra e te leva pela frente/por diante. Com os casos de contágio que estão surgindo por {doquier} começo a pensar que vai ser verdade isso que dizem os mais pessimistas com a pandemia, que não nos {confinan} de novo por não carregar-se a economia do país. Isso sim, de seguir/continuar a este ritmo de expansão, nem economia nem Cristo que o fundou; não vai haver mais remédio que voltar a um Estado de Alarma ou o instrumento legal que se inventem porque doutra maneira o espanhol meio não entende porque é que tem que ficar em casa agora que toca veraneio. Não sou quem para chamar à atenção a ninguém nem {pretendo} ser exemplar de nada porque, sinceramente, cometo os mesmos erros e erros que o comum dos mortais, mas acredito/acho necessário chamar à atenção sobre/em relação a o que está a acontecer dado que é mais que evidente que não o estamos fazendo bem agora que se cumpre um mês da mal chamada «nova normalidade».

Está claro que este vírus é completamente desconhecido e que seu comportamento não tem nada a ver com seus antecessores. Tenho visto e ouvido a médicos dizer de tudo para logo ter que retratar-se. Nem o calor de 42 graus centígrados que estamos tendo pode com ele e passámos de contabilizar casos a declarar surtos, mas continuamos engordando a cifra (mais de 1.500 nesta semana), agora com pessoas jovem e {asintomática} embora igual de infetada que antes.

Por fortuna os maiores/ancianidade andam a salvo, não saem de discoteca nem de lazer noturno, nem participam em excesso de reuniões familiares, mas não está de mais {extremar} as medidas de segurança porque já se sabe que quando o ‘bicho’ entra numa lar da terceira idade é letal e atua sem misericórdia. O que sim se temos de entender de uma vez por todas é que o perigo não tem acabado e que a pandemia segue/continua trazendo consigo internamentos hospitalares nas {UCIS} que podem terminar em morte ou trazer aparelhadas sequelas físicas sérias para toda a vida.

Extremadura, por enquanto, se delibera de aumentar de forma massiva as cifras de contágios como sim está a acontecer em Catalunha ou Aragão, mas não deixa de somar casos (9 positivos e 2 internamentos hospitalares ontem). A atenção primária está atuando bem como bloco de contenção da doença e a equipa de rastejadores, 147 profissionais em exercício convenientemente dispostos pelo SES, está a fazer um destacando estreitamente de busca e localização de contactos dos casos positivos declarados.

Para algo deveria ser bom viver numa comunidade sem muitas pessoas e sem grandes cidades, mas olho que não convem descer a guarda: os últimos surtos têm surgido em povoações pequenas de apenas mil e trezentos habitantes como som {Peraleda} da Mata e Navas del Madroño. Uma pessoa forasteira e portadora pode aparecer a qualquer momento, o mesmo que um vizinho/morador de viagem pode infetar-se fora e trazer de regresso o vírus consigo.

A regra é simples: Temos de evitar as concentrações massivas, levar máscara quando se esteja com pessoas não {convivientes} e, sobretudo, aplicar o sentido comum. Não faz falta por enquanto apresentar um estado policial nem viver numa angustia permanente. Nesta semana na Extremadura temos tido um exemplo claro do que não se deve fazer e de como uma retificação a tempo é a melhor solução. Me {refiero} à sessão inaugural do Festival de Teatro Clássico de Mérida, cuja concentração de público, apesar das advertências, foi mais que notória tenor das imagens que mais tarde distribuiu a própria Junta de Extremadura e os diferentes meios de comunicação. A assistência ao evento dos reis de Espanha, um nobre gesto de apoio à cultura espanhola, enormemente castigada pela pandemia, provocou uma grande massificação de espectadores nas primeiras filas do bancada que impediram o distanciamento social.

As críticas vertidas pela cidadania, e recolhidas por este jornal no dia seguinte, provocaram uma retificação da organização a minutas da Conselheria de Saúde. Agora a lotação do teatro será menor, se passa do 75% ao 50%, e se terão em conta os {convivientes} e não {convivientes} para vender as bilhetes e propiciar que o público esteja o suficientemente separado apesar de ter que levar sempre posta a máscara.

Bem pela rápida decisão. Assim deve atuar-se, é a única maneira de enfrentar a luta contra um vírus que não o {ves} vir ao transmiti-lo pessoas sem sintomas aparentes. Vai ser a única maneira de poder/conseguir continuar a viver até que chegue a {susodicha} vacina, Isso se, como dizia ao início, a segunda onda que parece que vem desde/a partir de outros territórios não nos tira de rabo.