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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 22 de junho de 2018

Novas palavras

JUAN Jiménez Parra
08/01/2018

 

A Real Academia da Língua Espanhola tem incorporado novas palavras a seu Dicionário. Algumas já eram utilizadas com frequência pelo hispano-falante a pé, como «{postureo}» ou «{buenismo}». Outras, como «{amusia}» (incapacidade de reconhecer ou reproduzir tons ou ritmos musicais), ou «{aporofobia}» (rejeição ao pobre) são praticamente inéditas para a maioria dos que falamos o castelhano. Os últimos anos a RAE tem incorporado palavras que já se utilizavam com frequência, mas se consideravam vulgarismos não aptos para ocupar um espaço nas páginas do Dicionário: «{almóndiga}» ({albóndiga}); {vagamundo} (vagabundo); {asín} (assim). Também se aceita dizer «{asina}», como o escrevesse o poeta extremenho Luis Chamizo: «Porque {semos} {asina}, {semos} {pardos}, do coou da terra…».

A linguagem evolui e se regenera. Dentro dele, ao longo/comprido dos anos, muitas palavras morrem e outras nascem, como as células de um ser orgânico. A tecnologia nos tem obrigado a incorporar novas palavras: «{gigabyte}», «{hacker}», «hipervínculo», «{dron}», «intranet» ou «{wifi}». E mais que se irão acrescentando conforme as máquinas vão ocupando terreno em nosso vale de lágrimas.

A outras palavras se as {malea}. Se as incita a cair no vício da promiscuidade {léxica}, como se fossem {chaperos} ou putas que se vendem às línguas mais frívolas. Uma destas palavras, que ultimamente pronuncia-se com muita frequência é «fascista». Esta palavra sempre a temos utilizado para assinalar a indivíduos intolerantes que impõem pela força sua disciplina ao resto da sociedade. No entanto alguns castelhanos renegados que se as dão de democratas puros a estão {corrompiendo} usando-a para assinalar a aqueles que não pensam como eles. ¿Quem é o verdadeiro fascista?

Também existem palavras intrusas, essas que chegam a nossa língua procedentes doutra língua, quase sempre a anglo-saxónica. Por escrever algumas: {running}, {shopping}, {low} {cost}. Digamos que praticam a estratégia do {cuco}, aos poucos {echan} das nossas bocas às autóctones e ocupam seu lugar. Se calhar cedo também ocupem um espaço nas páginas do Dicionário da RAE. Pobre castelhano nessa altura.

*Pintor.

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