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A «nova normalidade laboral»

O {ninguneo} a universidades e escolas profissionais é agora mais patente que nunca

 

A «nova normalidade laboral» -

JOSÉ ANTONIO González Carrillo
14/05/2020

Já ninguém dúvida de que a tragédia que tem vivido este país em particular, e o mundo em geral, durante os últimos meses, terá umas consequências imprescindíveis para nossas sociedades. Como qualquer infortúnio de proporções gigantescas, os efeitos -ainda por compreender- se verão refletidos em todos os campos profissionais, desde/a partir de o comércio ou a produção primária, até à gestão médica ou o turismo, mudando, sem dúvida alguma, nossa particular forma de relacionar-nos com nosso ambiente.

Governos, pequenas empresas, autónomos/trabalhadores independentes, multinacionais, {oenegés} ou gestores públicos se preparam para enfrentar o segundo «{match} {point}» que se {barruntaba} desde/a partir de o primeiro dia desta crise quase sem precedentes. Uma recessão económica que, unida a uma degradação sistémica de valores, se calhar induzidos pela falta de oportunidades, tem ido normalizando práticas que já eram habituais, como o intromissão laboral, minando aos poucos a competitividade deste país. Não se tratava certamente de que tudo se fundamentasse na disciplina académica, mas o {ninguneo} a universidades e escolas profissionais por parte de muitas empresas, particulares e instituições é agora mais patente que nunca.

Basta {echar} um simples vista de olhos nas redes sociais para ver a nova precariedade social e laboral que se vislumbra. Desde/a partir de o «Grande Irmão» que predisse {Orwell} mimetizado num vizinho/morador que desde/a partir de a varanda se dedica a descrever os supostos comportamentos insolidários de seu ambiente até os novos gurus que com intenção de converter-se em referência, enriquecem a golpe de «emoticon» sua fortaleza profissional em diferentes grupos de WhatsApp.

Desta maneira, na «nova realidade laboral» poderemos encontrar-nos um largo elenco de novos profissionais. {Hallamos} sem procurá-los desde/a partir de candidatos/candidatas a gestores que enviam novamente o último ‘pdf’ de revezo com informação de ajudas e subsídios do {BOE}, até supostos ‘{coachs}’ {mentando} inumeráveis anglicismos se nenhuma controlo, e que prometem dar a chave para enfrentar a boa nova de um mundo que ninguém ainda é capaz de intuir. Também os há versando revolucionárias técnicas em marketing ou remédios casarões que replicam baixa o lembrança do vídeo que ouviram a noite anterior, antes de ir-se a ressonar.

De nada servem já os fundamentos académicos de {Kotler} ou {Stiglitz} nos novos paradigmas formativos e profissionais, dado que, em muitos casos, até os próprios gestores públicos que deveriam de velar por serviços de qualidade, tentam justificar suas praças/vagas de mérito desenhando sem nenhum critério inábeis campanhas de comunicação sem nem sequer conhecer a Cruz Novilho, os fundamentos de um bom {briefing} de estreitamente ou a influencia da {Bahuaus} na gráfica social. Ou poderemos encontrar-nos também coberturas informativas realizadas desde/a partir de um telemóvel, que lhe converterão em repórter por um bocado ou exercer a poder da opinião cientista, menosprezando se cabe mais aos médicos que estudaram seis anos de corrida/curso e uma especialidade. Também, algumas grandes empresas {reconvierten} nestes dias seus serviços esquecendo todos os seus esforços do passado até uma estratégia de posicionamento, dado que prima a competitividade para que não se {resienta} o Exercício em sua particular mais-valia.

Som as consequências deste novo caminho, e que requererá um novo modelo do Imposto de Atividades Económicas em Espanha, bem como o sacrifício de muitas epígrafes profissionais que passarão a denominar-se: «de profissão {cantamañanas}». Seus benefícios som altamente interessantes. Permitirá vender nas farmácias, de 10 a 12, hamburgueres, máscaras de proteção nas lojas de {suvenires}, oferecer serviços de ‘{mentoring}’ em qualquer {obrador} de pão ou comprar livros em qualquer {abacería}.

Bem-vindos à carência de {deontología} profissional que, sem dúvida, como a {Ulises}, nos fará {varar} numa particular {Ítaca} imprescindível. Sem dúvida, um grande legado para as novas gerações de estudantes e profissionais que estão por chegar.

*Publicista e empresário.