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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de septembro de 2018

Não só de meninos vive a escola pública

SATURNINO Acosta
11/01/2018

 

Pois sim, certamente cada vez nascem menos meninos e são cada vez menos os infantes que se integram no sistema educativo, mas não somente, embora certamente é muito importante, de alunos vive a escola pública.

Em 1976 nasceram 677.456 meninos. Quarenta anos depois, em 2016, a natalidade desceu até os 408.384, quase 270.000 menos, isto é, mais de um terço e somente a 50.000 da metade. No entanto não foi 2016 o pior ano.

O último posto foi para 1996, onde nasceram menos de 400.000 almas e na última década o melhor posto se o leva 2008 com mais de meio milhão.

Assim visto, a perda de postos docentes pareceria óbvia, a menos meninos, menos docentes. Mas não criam/acreditem seja tão óbvio.

Em 1999, isto é, quando se cumpriam três anos do pior em índice de natalidade, estavam trabalhando 540.000 docentes.

Se {contamos} a idade escolaridade desde os três anos de Infantil até os onze de 6º de Primária, isto é, oito anos, o número deveria ter descido, mas no entanto em 2008, o número de docentes superou os 700.000.

Alguém pudesse pensar que influi o os alunos estrangeiros que agora tem emigrado mas este somente tem descido em 34.000 nos últimos oito anos.

Se chegou a este ponto do artigo sem aborrecer-se, se o {resumo}.

O número de alunos é importante, não cabe dúvida, mas mais importante são as políticas educativas.

Mais importante é a qualidade do ensino, mais importante é travar a sangria de deixar a uma localidade sem escola, mais importante é em definitiva como e que queremos ensinar que encher salas de aula com o mínimo orçamento possível.

Hoje em dia se aproveita a um especialista de inglês, ao de educação física, ao de música e porque não há mais para que ao mesmo tempo sejam tutores.

Não com ânimo de de melhorar a qualidade do ensino, com ânimo de poupança orçamental.

Por sua vez o tutor de um curso dá matérias a outro que por sua vez se aproveita para que seja bilingue.

Se falamos de Ensino secundário é para rir ou chorar, qualquer docente duma especialidade pode terminar dando quase qualquer outra.

Em definitiva, igual que Deus lhes disse a {Adán} e Eva «{creced} e {multiplicaos}», neste caso, primeiro {multiplicaos} e se nos deixam ao suficiente professorado, {creced}.

* Professor

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