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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

Não há dois taxistas iguais

JOSEP MARÍA Espinàs
01/09/2017

 

Não quero pensar que a palavra táxi, tão popular, tenha relação com a palavra taxidermia, que é a arte de preparar os animais mortos. Exatamente, sua pele. A {vejez} me levou a tomar mais táxis que antes e a comprovar a diversidade dos taxistas. É lógico, igual que são vários os médicos, os empregados de mesa, os escritores e os vizinhos/moradores da escada onde vivo.

Quando fiz uma viagem a pé por Extremadura, um táxi me levou desde o aeroporto ao povo/vila de verba/partida da caminhada. O facto/feito poderia resultar insignificante, mas muito cedo o táxi quebrou o silêncio para dizer-me isto: «{Enterré} a meu jovem antes de que cumprisse os 21 anos». Se criou um brevíssimo e {durísimo} silêncio. E depois acrescentou: «Por culpa da heroína». A face impassível –eu o via de lado–, e o leitor compreenderá meu {shock}. Como eu não sabia que dizer, o táxi quebrou o silêncio: «As más pessoas deveria terminar com uma indigestão de chumbo». Que maneira de dizer «fuzilada».

Evidentemente, era o táxi mais {singularmente} dramático de todos os que me têm acolhido ao longo/comprido da vida. E encontrei bastantes. Os que não me respondem nada tenho de supor que me têm especialista/conhecedor. Pelos vistos, a alguns lhes subida muito dizer «muito bem» ou «de acordo». Faz tempo, um táxi simpático me disse: «Sim, senhor, vamos lá».

Em Roma, um táxi me levou da estação de comboio ao hotel, e no momento de pagar me pediu uma quantidade/quantia exagerada. Lhe dei um nota/bilhete e lhe disse: «Já está bem». Seu protesto terminou quando lhe disse: «¿O {consultamos} no hotel?».

Às vezes me encontrei, ao subir a um táxi, com que o táxi me perguntou, quando lhe disse a direção: «¿Por onde quer que vamos? ¿Pela {Via} {Augusta} ou pela avenida de {Sarrià}?». É de agradecer, mas eu sempre lhe digo que decida ele.

Já tenho decidido suficientemente nesta vida.

* Escritor

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