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{MWC} e Venezuela

 

MANUEL Campo Vidal
16/02/2020

Há verbas/partidas geoestratégicas globais que se jogam num tabuleiro de xadrez localizado. Espanha acaba de ser sede duma muito relevante/preponderante: a suspensão em Barcelona del Mobile World Congress, a mais importante feira mundial de tecnologia e {futurismo}. {Acertaron} as autoridades ao não tomar elas essa decisão porque tivesse proporcionado a Barcelona o estigma de «cidade infetada pelo {coronavirus}», quando os dois únicos casos confirmados estavam em dois ilhas distantes, Maiorca e {Gomera}. {Acertaron} também porque quem suspenda o ato é alvo das milionárias procuras de indemnização. Mas enquanto se debatia essa anulação, celebrava-se a feira eletrónica em Amsterdão; e outra em Singapura. Paralisou o {MWC} o comité organizador onde estão as principais companhias tecnológicas do mundo. Por isso o professor Manuel Castells, ministro de Universidades, escreve: «O temor a a dominação chinesa, a seu progresso tecnológico e a sua emergência como poder/conseguir global, conduz a uma associação primitiva entre difusão de vírus e globalização muito mais séria que o impacto sobre/em relação a a saúde (...) Não posso deixar de pensar que algumas destas empresas -as que não vão a Barcelona, mas sim a Amsterdão- estão perdendo sua competição com {Huawei} e outras grandes corporações chinesas que fizeram do {MWC} seu plataforma de lançamento estes anos». Liguem isto com um Donald Trump furibundo contra Boris Johnson por ter permitido a bilhete de tecnologia {Huawei} no Reino Unido e terão motivos para pensar que aí pode estar a verdadeira razão desta suspensão, que tem resultado um golpe económico demolidor para Barcelona.

Se jogava essa verba/partida, e outra simultânea muito importante na Europa sobre/em relação a o corte drástico de subsídios à agricultura, com um incêndio no meio rural espanhol pelos baixos preços do mercado, mas a oposição/concurso público só/sozinho perguntava por Venezuela na sessão de controlo ao Governo no Congresso. O jornalista {Enric} Juliana retratou o surpreendente episódio num gráfico titular: «Espanha, capital {Maracaibo}».

A sensação é que no mundo passam coisas muito importantes e que em Espanha há problemas que deveriam ocupar a atenção do mundo político -pensem só/sozinho no {problemón} da falta de habitações/casas/vivendas de aluguer para jovens, castigados a salários precários, ou no desequilíbrio entre cidades e mundo rural, entre tantos outros- e observem o debate político tão pobre que {padecemos}. A polémica pode girar em torno de uma inclinação de cabeça de um colaborador de Pedro Sanchez ao cumprimentar a {Quim} Torra, ou em chamar a Juan Guaidó , «líder da oposição/concurso público» em vez de «presidente encarregado». Parece que foi um lapso, como esclareceu depois Moncloa, mas não é uma incorreção porque Guaidó é as duas coisas ao mesmo tempo. Tremendo drama esclarecido, com rios de tinta desperdiçados quando tanta falta fazem para pedir iniciativas governamentais em assuntos de interesse/juro e transcendência geral.

Há expectativa pelo encontro de {mañanba} entre Pedro Sánchez e o líder da oposição/concurso público, Pablo Casado. Se necessita de ambos para aprovar leis importantes. Necessitamos Governo resolva e oposição/concurso público de Estado: não um prolongamento das tertúlias mediáticas nas que chapinham felizes tantos políticos. Vamos ver se uns e outros maduram, que há muito por fazer. É urgente.

*Jornalista.