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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Meu pin {parental}

MERCEDES Barona
09/03/2020

 

Nestes dias de liberdade e {libertinaje} poucas coisas me parecem mais revolucionárias que pedir autorização/ licença a quem merece-o. Se calhar porque todos sabemos aquilo de que «a liberdade dum termina onde começa a liberdade do outro»; ou simplesmente porque o mal especialista/conhecedor individualismo que pretendem impor-nos pouco/bocado tem a ver com a convivência. Tudo isto tem a ver com o nome de minha coluna, ‘Com autorização/ licença de meu pai’. Aqueles que me conhecem sabem a curiosidade que tem a ver com isso: faz tempo escrevi uma opinião na qual dava {mesuradas} e justificadas razões para não deixar-se levar pelo ódio até aqueles que pensam e vivem radicalmente diferente a um mesmo. Pude explicar com serenidade como tentar entender ao outro, a necessidade da empatia, as circunstâncias... até que {topé} com aqueles que som capazes de matar por ideologias. Aí terminei mandando'ls, com todas letras, a um sítio muito feio e muito ordinário, sem reparar em despesas.

Enviei a coluna e saiu publicada. Após umas horas recebi a chamada de meu pai: «Pede ao jornal que retire esse texto, eu não te tenho educado assim». Aqueles que criam/acreditem que esta atuação tem algo que ver com ser mulher, vão muito errados, porque ele se o teria dito igual a um filho.

Em minha casa nos têm educado na igualdade, na liberdade e no esforço, mas sobretudo nuns valores muito concretos. É que, mais que ao Estado, mais que às leis ou políticos que queiram tutelar-nos, nos devemos a nossos pais, que nos educaram, nos deram uns princípios morais e trataram de fazer-nos pessoas dignas de viver em sociedade. E isso, embora tenha a quem lhe pese, dura para toda a vida.

E é o que faz a um pai ou mãe sentir-se com o direito a dizer-te que te {equivocas}, que não é bem como eles te ensinaram e que {borres} as {palabrotas}. Porque podem.

*Jornalista.

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