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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

Mercado laboral e formação profissional

SATURNINO Acosta
14/09/2017

 

Algo falha, não cabe dúvida. Nossa formação profissional (FP) dista muito de cumprir o fim de sua própria criação, a inserção laboral.

Muitos são os profissionais que advertiram já da necessária reestruturação da mesma a tenor não só de os dados, também das necessidades.

O último estudo europeu comparativo de 2016 atirava dados preocupados, o abandono precoce entre jovens de 18 a 20 anos em Espanha dobra ao da União Europeia ({EU}), o desemprego juvenil, entre os 16 e 24 anos, alcança o 44,4% face ao 18,7% da UE, dados estes {parejos} em proporção inversa aos alunos matriculados aqui, um 28%, face ao 48% da UE.

Ontem conhecíamos as últimas recomendações da OCDE e como não, volta a referir-se à má situação da FP em Espanha, recordando'ns que os países com programas de formação profissional, aprendizagem e {capacitación} laboral bem estabelecidos são «mais efetivos» contra o desemprego juvenil, pois os alunos com ciclos formativos, têm um 74% de perspectivas de emprego face ao 63% de ensino secundário.

Em Finlândia ou Reino Unido o 51% dos alumnos cursa FP, na Alemanha o 60% e em França o 40% a FP dual, por isso, excetuando Alemanha com um 7,2% de desemprego juvenil, a média em Finlândia, Reino Unido e França não supera o 24% e em Espanha chega ao 49,6%, o dobro.

Isto só/sozinho denota a necessidade de reestruturação da nossa formação profissional e o esforço deve ser de todos, tanto/golo estatal e autonómico, como também de parceiros sociais e empresas.

Muitos peritos também falam duma nova estrutura do ensino, com um ciclo formativo inicial de 1 ano, grau/curso universitário meio de três com formação em centros de trabalho, superior também de três, mas com formação profissional dual e um master laboral de um ano em práticas.

Somente um aumento significativo na oferta e avaliação da FP que atraia a alunos, aumento de meios para desenvolver as diferentes especialidades da FP básica, unificação de critérios para a seleção dos alumnos, um esforço em potenciar juntamente com o tecido empresarial, recursos económicos, humanos e empresariais que permitam combinar formação e prática laboral remunerada, a formação profissional dual, que tão bom resultado está a dar na Alemanha, a {potenciación} da FP à distância e uma Formação profissional com acessos diretos, dependendo do grau/curso universitário, a ensino secundário, universidade e master.

* Professor

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