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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

Melhores comboios, iguais tempos


13/09/2017

 

O Talgo Badajoz-Madrid, que se recuperará no primeiro trimestre de 2018, desse mais «comodidade e fiabilidade» aos viajantes, mas não encurtará os longos/compridos tempos de viagem que existem na atualidade porque depende da infraestrutura ferroviária e esta é deficitária na Extremadura até que os comboios possam circular pela nova plataforma que se está a construir para a Alta Velocidade. Assim o assegurou ontem o presidente de {Renfe}, Juan Alfaro, em seu visita a Mérida onde manteve uma entrevista com a conselheira de Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território, Begoña García Bernal. Este disse que o Talgo oferecerá mais «conforto» aos viajantes que realizem este longo/comprido percurso/percorrido de mais de 400 quilómetros, já que contará com vídeo ou cafetaria, entre outras melhorias, mas reconheceu que o tempo de viagem variará «muito pouquinho» do atual devido a que a via existente não permite uma velocidade alta, uma mesma dissertação que enfatizou a conselheira extremenha assegurando: «sem infraestruturas, os tempos são os que são».

Temos de valorizar positivamente a visita do presidente de {Renfe} à região para abordar o fundo do problema, bem como para tratar de mudar a tendência à deterioração que atualmente sofre o serviço ferroviário de longa distância com até 43 incidências contabilizadas entre o 1 de Julho e ontem. No entanto, as suas ofertas resultam um tanto/golo escassas: a posta em marcha do Talgo é na verdade a recuperação de um serviço --{recordemos}-- eliminado em Dezembro de 2010, e a instalação de um oficina de reparação de comboios em Badajoz {clama} ao céu que ainda não existisse tendo em conta que se dispõe duma só via para os dois sentidos Badajoz-Madrid.

No entanto, bem-vindo seja tudo isso.

Está claro que os anúncios tratam de diminuir o clima de protesto social que se gerou na região de um tempo a esta parte contra a situação do caminho de ferro. Não obstante, as mesmas não vão a conseguir fazer calar nem muito menos um clamor por uma situação muito deficiente que o próprio presidente de {Renfe} reconhece. Está bem melhorar os comboios, bem como submetê-los ao oportuna manutenção para evitar mais incidências das devidas, mas como diz ele mesmo a verdadeira solução passa por contar com uma infraestrutura nova que permita melhores tempos e esta tardará ainda dois anos mais em estar disponível e isso se {ADIF} e o próprio Ministério de Fomento não {echan} o resto para cumprir com seus compromissos.

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