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La mediação de Urkullu

 

30/07/2020

El {lendakari} Iñigo Urkullu decidiu permitir que se façam públicos os documentos pessoais -seguem/continuam reservados outros que implicam a terceiro- de sua mediação nos factos/feitos de Outubro de 2017 do processo soberanista catalão. Em princípio, Urkullu queria manter segredos os textos até que terminasse o percurso/percorrido judicial dos presos do ‘{procés}’, mas o passado dia 23 deu autorização/ licença para aceder a eles. Embora não explicou a razão, a ninguém se lhe escapa que a sua intenção seja neutralizar a versão que Carles Puigdemont dá em seu livro ‘M’explico. De l’investidura ao {exili}’. Em relação a isto temos de {recordar} que Puigdemont já discordou do relato que de sua mediação fez o {lendakari} quando declarou como testemunha no juízo do ‘{procés}’ no Tribunal Supremo.

Quanto a sua relação com Puigdemont, a revelação mais destacada dos documentos de Urkullu é que o nessa altura ‘{president}’ não queria chegar a a declaração unilateral de independência ({DUI}). «El 9 de Outubro Puigdemont me diz, com testemunhas, que no dia seguinte não queria proceder à {DUI} no Parlament de Cataluña», escreve Urkullu em suas notas. Noutro momento, assegura que o mesmo lhe disseram a nessa altura coordenadora geral do {PDECat}, Marta Pascal, e, indiretamente, {Oriol} {Junqueras}.

La confissão do {lendakari} confirma a dissertação do {farol}, revelada pela ‘{exconsellera}’ Clara {Ponsatí}, e avalizada na sentença do Supremo na qual se define o ‘{procés}’ como um «artifício/ truque/ artimanha enganoso» ou uma «mera {ensoñación}». No entanto, em seu livro, Puigdemont insiste na versão clássica de que a sua intenção era declarar a {DUI} para suspendê-la imediatamente com o objetivo de tentar uma negociação com o Governo. Também discordam no início das gestões. Puigdemont assegura que foram a iniciativa de Urkullu enquanto o {lendakari} afirma que foi o próprio ‘{president}’ quem lhe «solicitou ajuda».

Quanto ao outro ponto chave, do relato de Urkullu depreende-se que Mariano Rajoy nunca deu garantias de não aplicar o artigo 155 no caso de que não se declarasse a independência e se convocassem eleições. Urkullu tratou de convencer a Rajoy de que não tinha tido {DUI} (a dos oito segundos) no plenário/pleno do dia 10 para que não {activara} o 155. «Não houve votação e, certamente, não se pode declarar o que não tem existido», escreve o {lendakari} a Rajoy. Puigdemont só/sozinho lhe tinha pedido «indícios» de que não se aplicaria o 155, escreve Urkullu um dia antes da {DUI} de 27 de Outubro.

Os papéis de Urkullu desmontam as versões épicas do 1-O e de 27 de Outubro, das que se tem alimentado desde então o relato sobretudo do ‘{expresident}’ residente em {Waterloo}. O que aconteceu na verdade foi muito mais complicado, muito mais confuso e muito mais duvidoso do que agora explicam aqueles que intervieram, especialmente Puigdemont. La épica de Outubro de 2017 está longe de a realidade do que passou e seus protagonistas não podem seguir/continuar defendendo os factos/feitos sem um ápice de autocrítica e menos repetir que o voltariam a fazer.