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Máscaras com válvula

 

Jon García Rodríguez
21/05/2020

Me está custando Deus e ajuda encontrar nas farmácias máscaras do tipo {FFP2}, {FFP3} ou {Kn95} com válvula respiratória. Greve dizer que em «na selva online» este tipo de máscaras se podem conseguir sem problema. Mas, para além de ter uns preços excessivos, se {decides} comprá-las, {debes} pôr-te ao dia na legislação que regula as {EPIs} --gravados e etiquetados que obrigatoriamente devem ter--, se não {quieres} levar-te a casa gato por lebre. O caso é que, apesar de que agora as farmácias, e inclusivamente nos supermercados, se estão abastecendo sem problemas de máscaras {EPIs}, seguem/continuam sem ser dispensadas com válvula. Certamente, o leitor se estará perguntando porque é que me tem entrado essa {paranoia} de querer comprá-las com filtro respiratório. Pois aí vai o esclarecimento: há pessoas que {sufrimos} de {disnea} –problemas para respirar– porque {padecemos} de problemas cardíacos, {neumológicos}, {asma}, ou outros. E há pessoas que, por sua avançada idade, também a sofrem. As máscaras, como de sobra se sabe, produzem resistência na inalação e exalação respiratória. Tão é assim, que nos embrulhos/envoltórios que vêm, se adverte aos sanitários que devem ter muito cuidado na hora de colocar-se-la a um paciente se este sofre dalguma das patologias ‘{ut} {supra}’ indicadas. Noutro dia {leí} uma diretriz do Ministério da Saúde que aconselhava o seguinte: «as máscaras com válvula não deveriam utilizar/empregar-se em ambientes esterilizadores, e também não no caso de pacientes infetados com {covid}-19». E {entendí}, nessa altura, porque é que não se vendem. Quando terminei de lê-lo, me {asomé} à janela e {observé} como um {octogenario} que dava um passeio se retirava sua máscara cirúrgica e se a metia ao bolso, porque lhe criava {disnea}. ¡Parece que é pior a emenda que o soneto! Acredito/acho que Saúde deve refletir sobre/em relação a isto e encontrar o quanto antes uma solução.

SÍNDROME DE {PROCUSTO}

Políticos honestos

{Araceli} Palácios Alfonso

Zahínos (Badajoz)

Não ia a escrever nada sobre/em relação a o tema, um dos muitos que me doem nestes dois meses, mas tantas {loas} a essa pessoa estou lendo e ouvindo que querem ser minhas palavras como pedras diretas às consciências, ou a esse lugar do cérebro que serve para refletir, se é que ainda o {conservamos}.

Nos {quejamos}, um dia sim e outro também, de que em Espanha não há políticos honestos. Seguro que sim os há, mas neste país ao que sobressai se lhe curta a cabeça, ou os pés. Se lhe ridiculariza, se lhe defeito de mentiroso, de ingénuo ou de louco. Acredito/acho que {padecemos} o síndrome de {Procusto} de maneira crónica e endémica. Não nos gostam os que destacam. O último exemplo o temos nas {mofas} generalizadas {infligidas} a esse grande perito, honesto, sincero e acessível que é Fernando Simón. Sim, sei que não é político, mas sirva como exemplo do que digo. E sangrante além disso.

Tanto/golo é assim, que estou convencida de que se Pepe Múgica tivesse nascido nestas terras, nunca tivesse chegado a ser mais que um {hazmerreir}. Pois mira tu, os uruguaios o escolheram presidente. E resultou ser o melhor mandatário da sua história. Simplesmente foram prontos/espertos.

Nós tivemos a oportunidade de ter tido um presidente igual que Pepe. Me {refiero}, como não, a Julio Anguita. Mas não o {votamos}. Estava nas boletins de voto. Esteve muitos anos. Mas não o escolhemos. E nunca saberemos que tivesse sido de Espanha no comando duma pessoa como ele.

Por isso me dá coragem quando agora nos {rasgamos} as vestiduras falando maravilhas de sua honestidade e de seu bom critério; de sua honradez e valentia. E não somente hoy, mas desde que abandonou a vida política e seguiu/continuou com seu simples lavor/trabalho de professor.

E não posso por menos que acordar-me de um provérbio muito velho, mas muito certo que em poucas palavras resume isto, que quer ser um pequeno puxão de orelhas generalizado: «Después do burro morto, a {cebá} ao cauda».

Que a terra te seja leve, professor.