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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

{Manrique} hoje

CARMEN Martínez- Fortún
06/09/2017

 

Não resulta impróprio, embora sim difícil, nestes tempos tão pouco/bocado propensas ao espiritual lembrar-se de Jorge Manrique, ao que {Machado} levantasse um altar. Por isso, {insisto} em que meus alunos de primeiro de Ensino secundário se entusiasmem com as {coplas}, provavelmente porque um número não desprezível deles não voltarão a lê-las e também porque um sistema absurdo lhes permitiu superar a ESO apenas sem conhecerle. Bastantes rapazes acreditam que não serve para nada estudar autores {requetemuertos}, o mesmo que se lhes entope a História tão cheia de dados, acontecimentos e nomes {olvidables}. E um sistema docência que tem privilegiado o fácil frente a o justo, o superficial frente a o profundo, que tem renunciado a premiar o esforço e que tem primado o pragmático a curto prazo sobre/em relação a a formação integral com visão de futuro, lhes permite seguir/continuar seu caminho à universidade com lacunas/lagoas tão profundas que resulta impossível para os professores enchê-las. Pois a seca intelectual é muito mais letal que a que ameaça a nossa Espanha.

E não. Manrique não está passado na moda nem muito menos, pois segue/continua a vida indo-se {aprisa} como sono/sonho. E segue/continua as pessoas do primeiro mundo deixando's dinheiro e {afanes} em tentar manter a aparência de juventude com xaropes inofensivos ou perigosos, com cirurgias às vezes milagrosas às vezes {deformantes} e inclusivamente a bofetada limpa, como essa nova técnica a mil dólares o tratamento mensal que revitaliza a epiderme para seis meses a base de bofetadas estrategicamente {propinados}. E se não me acreditam, visitem {Face} {Slapping} {International} onde poderão receber/acolher esse {amoroso} cuidado.

Muito mudou a estética desde que {Cleopatra} utilizou a leite de burra. Agora se usa a inócua mas nojenta {baba} de caracol, a dorida {picadura} de abelha, o veneno de cobra ou o horroroso {Vampire} {Lift}, que rejuvenesce ao extrair, {centrifugar} e injetar, o sangue do paciente.

E a uma lhe dá por pensar, como Manrique, o que melhoraria o mundo se fôssemos mulheres e homens capazes de tais sacrifícios para embelecer o que é. Não o que aparenta.

* Professora

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